BAD vai liderar financiamento pan-africano de 2,3 mil milhões de dólares de investimento de empresa angolana

Lusa




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O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai liderar o financiamento pan-africano de três megaprojetos da angolana Aenergy, no valor global de 2,3 mil milhões de dólares (dois mil milhões de euros), disse à Lusa fonte da empresa.

O acordo de financiamento com o BAD envolve vários instrumentos financeiros, entre investimentos e garantias, e destina-se a três megaprojetos de investimento privado que a empresa está a desenvolver no Gana, Angola e Camarões, disse à agência Lusa o fundador e admnistrador, Ricardo Machado, falando à margem do Fórum de Investimento para África, que termina esta sexta-feira em Joanesburgo.

“A partir de Fevereiro do ano que vem, vamos gerir por 20 anos a empresa pública de distribuição de energia do Ghana [ECG – Electrical Company of Ghana]. Vamos ser responsáveis por entregar a energia na casa das pessoas”, explicou.

O gestor adiantou que nos próximos cinco anos a empresa “terá de investir mais de 800 milhões de dólares para melhorar os contadores, o serviço às pessoas, e o financiamento é para pôr a empresa a funcionar nas necessidades normais da empresa”.

A Aenergy integra um consórcio PDS [Power Distribution Service] com cinco empresas no Gana, sendo 51% local e 49% de investimento estrangeiro, que é detido pela empresa angolana.

“É um grande marco para todos nós porque esta transação no Gana assume-se como uma grande referência para África”, sublinhou à Lusa Ricardo Machado.

“Além disso também assinámos financiamento de alguns projetos que temos em Angola e nos Camarões de geração de energia”, em projetos de venda de energia às entidades públicas, afirmou.

Em Angola, explicou Ricardo Machado, a empresa vai duplicar a capacidade instalada de 750 megawatts para 1.5 gigawatts na central térmica de ciclo combinado no Soyo, norte do país, com a instalação de mais quatro grupos de geradores adicionais com duas turbinas a gás e duas a vapor, em parceria com a multinacional norte-americana General Electric (GE).

“Angola é um projeto que temos com vários parceiros internacionais, inclusivé a General Electric (GE), que é nossa parceira, temos a exclusividade para Angola, Moçambique e Camarões, somos o maior cliente da GE em África e vamos construir uma central de 750 megawatts e vender a energia para o Estado angolano”, afirmou.

O arranque dos trabalhos para a construção da central térmica “Soyo 2” está previsto para o início de 2019 e a central deverá levar três anos, num investimento privado estimado em 1.000 milhões de dólares, declarou.

Ricardo Machado adiantou que a central angolana do Soyo, cuja fonte principal de produção de energia é o gás, irá abastecer as principais áreas de Luanda através do acordo entre a empresa e o governo angolano para a venda de energia.

Nos Camarões, o projecto EPC [Engineering Procurement and Construction] da Aenergy engloba a construção de uma central térmica a gás, em Bekoko, com uma capacidade de 160 megawatts e ainda uma barragem hidroeléctrica com capacidade de 65 megawatts, em Song Bong, ao abrigo de uma IPP [Independent Power Producer].

Segundo o acordo com o BAD, o montante global estimado para o financiamento dos projetos em Angola e nos Camarões é de 1,5 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros).

“É um projeto de ‘fast power’, em que já temos as turbinas em ‘stock’ para entregar ao Governo no ano que vem, e vamos em princípio iniciar a construção em Março para fazer em menos de seis meses”, referiu ainda Ricardo Machado.

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