MPLA promete reforçar investimentos na ciência e tecnologia

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O MPLA prometeu reforçar o investimento no conhecimento e na inovação, para promover o desenvolvimento e gerar mais postos de trabalho, em caso de vitória nas eleições de 24 de Agosto.

Ao falar esta terça-feira no tempo de antena da Rádio Nacional de Angola (RNA), o candidato do MPLA a Presidente da República, João Lourenço, referiu que investir na educação é o caminho já testado e provado por muitos países para alcançar o desenvolvimento.  

Segundo o líder do MPLA, a ciência sempre foi o motor da prosperidade, “por isso vamos apostar mais numa educação de qualidade, alinhada ao melhor conhecimento científico disponível no mundo”.

Na sua opinião, “só cumprindo essa etapa é que o país poderá alcançar o seu objectivo final, ou seja, criar uma economia baseada no conhecimento à tecnologia e na inovação, condição essencial para termos um crescimento contínuo e sustentável”.

O cabeça-de-lista do MPLA considerou a aposta na educação como um pressuposto que proporciona o futuro e desenvolvimento de uma Nação.

Ressaltou, igualmente, a aposta do Executivo, nos últimos cinco anos, na construção de escolas de formação de professores,”que estão a elevar a qualidade do ensino em 15 províncias”.

Investimentos na educação

A par disso, lembrou que o Executivo angolano está a oferecer bolsas de estudo para os jovens angolanos estudarem nas melhores universidades do mundo, “para trazer mais conhecimento e ser compartilhado em Angola”.

Promover o desenvolvimento equilibrado e harmonioso do território e do capital humano, ampliando o acesso ao conhecimento e habilidades técnicas e científicas, a cultura e o desporto e estimular a inovação, constam do amplo do programa do MPLA

Democracia

O líder do MPLA considera errado pensar-se que só há democracia onde existe alternância, notando que “existe democracia ali onde os direitos fundamentais dos cidadãos são respeitados e onde se dá a possibilidade de o cidadão angolano poder exercer o seu direito de voto, entre outros direitos que a Constituição e a lei lhe conferem”.

Académicos destacam valências do programa do MPLA 

Entretanto, a comunidade académica na província do Huambo considera desafiante o manifesto eleitoral e programa de governo do MPLA para o período 2022/2027, no que concerne a promoção, melhoria da qualidade e desenvolvimento do ensino no país.

O ponto de vista dos académicos foi manifestado esta terça-feira, durante um encontro da classe, orientado pela vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, no quadro da campanha eleitoral.

O decano da Faculdade de Economia da Universidade José Eduardo dos Santos, Domingos Fernandes, sublinhou, entre outros, o facto de o projecto ter como prioridade a atracção e retenção do capital humano, com vista a garantir premissas para o desenvolvimento de Angola.

As propostas de criação de infra-estruturas e disponibilização de meios técnicos e tecnológicos foram, igualmente, enumeradas por Domingos Fernandes.

Corroboram da mesma opinião o presidente da associação dos estudantes desta universidade, Eduardo  Miúdo, e o professor do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), Afonso Vindassi, cujas abordagens fazem referência as promessas sobre bolsas de estudo contidas no programa do partido.

Bolsas de estudo

Apelam para uma maior abrangência nos critérios de selecção dos candidatos para as bolsas de estudos.

Em resposta, a candidata do MPLA a vice-presidente da República, Esperança da Costa, disse levar em consideração os “pontos” referenciados, pois já são do domínio do seu partido e as soluções constam do programa para o próximo quinquénio, em caso de vitória da sua agremiação política.

As eleições deste ano, que terão pela primeira vez a participação dos angolanos na diáspora, são as quintas da história de Angola, depois das de 1992, 2008, 2012 e 2017, ganhas pelo MPLA.

Catorze milhões 399 mil eleitores são esperados nas urnas, dos quais 22 mil e 560 estão na diáspora, distribuídos por 25 cidades de 12 países de África, Europa e América.

Angop