MPLA é o mais interessado nas autarquias – João Lourenço

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O cabeça de lista do MPLA nas eleições gerais de 24 de Agosto, João Lourenço, afirmou hoje, quarta-feira, no Dundo, província da Lunda Norte, que o seu partido é o mais interessado na institucionalização das autarquias locais, porque o seu foco está no desenvolvimento harmonioso do país.

Ao discursar no acto político de massa no distrito urbano do Dundo, no quadro da campanha eleitoral, João Lourenço referiu que no mandato prestes a findar, foi o seu partido que teve a iniciativa da implementação das autarquias, por ser fundamental para o combate às assimetrias regionais.

“Em termos de governação, ninguém melhor do que nós, sente a necessidade da descentralização do poder, fazer com que muitas decisões não tenham que esperar o poder central, e já temos estado a fazer algo que já vai neste caminho, como é o caso do Plano Integrado de Intervenção aos Municípios (PIIM), por exemplo”, disse.

Disse que “o PIIM é de alguma forma o ensaio da descentralização administrativa que se pretende no país e está a ter sucesso não pelo facto de haver dinheiro para cobrir o orçamento dos vários projectos que entram neste plano, mas pelo facto de a escolha e a decisão de que acções devem ser desenvolvidas em cada município estar a ser feita localmente”.

“Mais do que ninguém, nós o MPLA, sentimos a necessidade de levar o poder o mais próximo possível do cidadão, por isso remetemos 11 propostas de lei à Assembleia Nacional, das quais dez já foram aprovadas, para que possamos ter o suporte legal para criar as autarquias”, realçou.

Justificou que as eleições autárquicas só não aconteceram no mandato prestes a findar, por falta de aprovação da última lei, “que muitos estão interessados em arranjar entraves para o efeito”.

“As autarquias vão ser criadas, não importa se o processo vai ser conduzido em simultâneo ou gradual, mas de uma ou de outra forma vamos ter que instituir o poder autárquico durante o segundo mandato”, afirmou.

O pleito eleitoral de 24 deste mês contará com a participação dos partidos MPLA, UNITA, PRS, FNLA, APN, PHA e P-NJANGO e a coligação CASA-CE.

Na Lunda Norte estão registados mais de 200 mil eleitores e 704 assembleias de voto.

Angola tem para estas eleições 14 milhões e 399 mil eleitores, dos quais 22 mil 560 na diáspora, distribuídos por 12 países, sendo a primeira vez que os angolanos no exterior vão votar.