Turismo em África só regressa aos níveis pré-pandémicos em 2024 – ONU

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

O Departamento das Nações Unidas para Assuntos Económicos e Sociais (UNDESA) alertou hoje que o regresso dos turistas ao nível registado antes da pandemia de covid-19 só deverá acontecer “muito possivelmente” em 2024.

“As economias dependentes do turismo em África têm perspetivas positivas de evolução, embora a base seja bastante baixa, impulsionadas pelo abrandamento das restrições às viagens e à recuperação económica nos mercados de origem, na Europa e na Ásia, bem como devido à maior confiança para viajar associada com o sucesso das medidas de contenção e taxas de vacinação relativamente altas, como existe em Cabo Verde, Ilhas Comores, Maurícias, Marrocos, São Tomé e Príncipe e Tunísia”, diz a ONU.

No relatório sobre a Situação e Perspetivas Económicas Mundiais das Nações Unidas para 2022, hoje divulgado em Washington, a parte que diz respeito a África alerta que, “no entanto, as chegadas de turistas não deverão regressar aos níveis de 2019 antes de 2023 e, muito possivelmente, 2024”.

O que implica, acrescentam, que “a recuperação económica nestes países vai provavelmente ser difícil e vulnerável a novos choques nas viagens a nível mundial, incluindo de novas variantes”.

Assim, concluem, “as indústrias dependentes do turismo, como a conservação da vida selvagem e proteção ambiental, e os trabalhadores informais do setor deverão enfrentar outro ano difícil, com efeitos agravados a longo prazo”.

Sobre as vacinas, a UNDESA lamenta que a maioria dos países africanos tenha vacinado menos de 5% da população, “falhando a meta da Organização Mundial de Saúde de 10% de cobertura até setembro de 2021 e 40% no final de 2021”, e aponta que apenas cinco países africanos estavam acima dos 40% no final do ano passado: Cabo Verde, Ilhas Maurícias, Marrocos, Seicheles e Tunísia.

“A distribuição das vacinas tem sido prejudicada pelo preço, resistência, logística, constrangimentos globais à produção e açambarcamento no estrangeiro”, afirma a UNDESA, concluindo que “a solidariedade global foi largamente inadequada, com os compromissos e as entregas à Covax a ficarem aquém das necessidades”.

O relatório da ONU surge no dia em que o diretor do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (Africa CDC) afirmou que os países africanos receberam até agora 663 milhões de doses, das quais administraram 340 milhões, o que equivale a 60,4% do total.

No total, 10,1% da população do continente está completamente imunizada contra a covid-19, acrescentou John Nkengasong, que destacou os países que têm feito maiores progressos em termos de cobertura vacinal completa: Egito (22,3%) Marrocos (62,3%), África do Sul (27,3%), Argélia (2,4%) e Moçambique (23,8%).

A covid-19 provocou 5.511.146 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países, incluindo Angola.

Lusa

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.