Acervo do Museu dos Reis do Kongo começa a ser documentado

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Os noventa e seis objectos do acervo do Museu dos Reis do Kongo, localizado na cidade de Mbanza Kongo, província do Zaire, começam a ser documentados no decurso deste ano.

Pretende-se, com a elaboração da documentação do acervo, por via da sua catalogação e classificação, assegurar a autenticidade das peças e facilitar a sua identificação.

De acordo com o responsável desta instituição, Kediamosiko Toko, que falava à ANGOP, actualmente, o acervo disponível carece de fichas de inscrição da origem e o tempo de existência de cada uma, incluindo o tipo do material utilizado para a sua confecção.

A fonte advogou a aprovação, pelo Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, do estatuto específico para este museu dos soberanos do Kongo, frisando que o ante-projecto para o efeito foi elaborado e submetido a tutela em 2011.

A admissão de técnicos para o referido museu, cujo funcionamento é actualmente assegurado por cinco colaboradores, figura entre os desafios para o presente ano.

Informou que sete mil e 849 turistas, entre nacionais e estrangeiros, visitaram o Museu dos Reis do Kongo, em 2021, mais cinco mil e 58 excursionistas que o ano anterior.

O aumento do número de visitas deveu-se, fundamentalmente, ao levantamento das cercas sanitárias e ao regresso paulatino da vida normal no país, a luz das medidas de protecção contra à Covid-19.

Explicou que, do universo de turistas constam mil e 817 menores de até 17 anos de idade, cinco mil e 981 adultos, 51 dos quais estrangeiros de ambos os sexos, maioritariamente brasileiros residentes em Angola.

A instituição detém um acervo constituído na sua maioria por objectos de uso pessoal dos últimos reis, entre os quais D. Pedro V, o Ntotela Ntinu Nekongo que já reinava em 1878.

Apesar do seu longo período de existência, desde as primeiras décadas após a Independência, O Museu dos Reis do Kongo, que conta com seis salas temáticas, nunca viu o seu estatuto reconhecido por um diploma legal.

As suas peças retratam as migrações, fixação, distribuição e composição dos Povos Kongo, o território e limites do antigo Reino Kongo e a organização sócio-político e económica Kongo.

Estão também reflectidos, neste acervo museológico, a evolução histórica da cidade de Mbanza Kongo, como Capital do Reino, e a vida de um Soberano Kongo

De lembrar que, o Centro Histórico de Mbanza Kongo, capital do antigo Reino do Kongo, foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura),  a 08 de Julho de 2017.

Angop

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