Angola registou em 2021 mais de 7.000 casos de violência contra crianças

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O Instituto Nacional da Criança (Inac) de Angola registou mais de 7.000 casos de violência contra menores, em 2021, dos quais mil relativos a agressões sexuais, informou o responsável da instituição.

Segundo o diretor-geral do Inac, Paulo Kalesi, os casos registaram um aumento comparativamente a 2020, ano em que foram notificados 5.000 casos de violência contra criança.

Paulo Kalesi disse que dos mais de 7.000 casos, 3.000 têm a ver com a fuga à paternidade, seguindo-se a violência física, psicológica, trabalho infantil e o abuso sexual.

O diretor-geral do Inac frisou que a província de Luanda, capital do país, lidera a lista de casos, seguida de Benguela, sendo nas famílias onde acontecem os abusos.

“Luanda não foge à regra, pelo número de habitantes que tem. As famílias que deviam ser o lugar mais seguro, em que as crianças respirariam de alívio, é o lugar mais inseguro para a criança. Os casos de violência física, psicológica, abusos sexuais acontecem no seio da família, então, temos que incidir a nossa ação nas famílias”, disse Paulo Kalesi, em declarações à rádio pública de Angola.

De acordo com Paulo Kalesi, há uma preocupação com a morosidade dos processos, destacando os de abusos sexuais.

“Nós temos casos em que a criança foi abusada, o agressor é detido, mas depois de um tempo este agressor está em liberdade e passa no bairro, ameaça ainda a família, exibe-se que já saiu e não aconteceu nada e temos famílias que foram forçadas a mudar de casa porque o agressor está aí. Mudar de casa por causa da insegurança e porque a criança depara-se com o agressor”, frisou.

Lusa

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