Conseguirá o Homem-aranha salvar Hollywood com ‘Sem Volta para Casa’?

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Grandes poderes trazem grandes responsabilidades, e a indústria deposita suas esperanças no novo filme do Homem-aranha para reanimar Hollywood e disparar as receitas da bilheteria, duramente impactada com a pandemia.

As previsões são animadoras para “Homem-aranha: sem volta para Casa”, que chega esta semana aos cinemas, com estimativas de que poderá arrecadar 150 milhões de dólares ou mais só no fim de semana de estreia nos Estados Unidos e no Canadá.

Apesar da recuperação gradual das salas de cinema este ano, este seria claramente o maior sucesso de bilheteria para uma estreia de Hollywood desde “Star Wars: a Ascensão Skywalker”, em dezembro de 2019, antes da pandemia.

Desde então, nenhum filme superou os 100 milhões de dólares em sua estreia.

“Durante todo o ano a indústria tem dado um passo para frente e depois dois passos para trás”, disse o analista da Comscore, Paul Dergarabedian.

“O desempenho de ‘Homem-aranha’ é realmente importante”, acrescentou.

“Homem-aranha: Sem volta para Casa” é o terceiro com o astro britânico Tom Holland no papel do super-herói, interpretado anteriormente por Tobey Maguire e Andrew Garfield.

O filme original do “Homem-aranha”, com Maguire em 2002, foi o primeiro filme da história do cinema a arrecadar mais de 100 milhões de dólares em seu fim de semana de estreia.

No tapete vermelho para a estreia mundial em Los Angeles, na segunda-feira passada, Holland enumerou os méritos do último filme e destacou entre eles a “nostalgia” e “a celebração do cinema”.

A história continua onde parou “Longe de Casa”, a franquia de 2019 na qual o vilão Mysterio desmascara publicamente Peter Parker.

Parker luta para recuperar seu anonimato, com a ajuda de outro popular personagem da Marvel, o Doutor Estranho.

“Batman, Super-homem e X-Men são as únicas séries que foram tão longe, este é o nono episódio”, disse o analista David A. Gross, à frente da Franchise Entertainment Research.

“É incrivelmente popular. Por isso, temos um grande fim de semana pela frente”, afirmou.

– “Maré boa” da Sony –

Embora 2021 esteja a caminho de dobrar a bilheteria do ano passado, em plena pandemia, tem acumulado mais fracassos do que sucessos.

Filmes dirigidos a públicos mais adultos, com o remake de “Amor, sublime amor”, de Steven Spielberg, no fim de semana passado, tenderam ao fracasso.

Até mesmo a normalmente confiável franquia de super-heróis da Marvel sofreu.

Filmes com críticas medíocres como as recebidas recentemente por “Eternos” estrearam com uma arrecadação de cerca de 70 milhões de dólares, um valor ínfimo para os padrões da Marvel.

Enquanto a Disney tem os direitos cinematográficos da maioria dos personagens da Marvel, a concorrente, Sony, controla os do Homem-aranha.

E o maior sucesso de bilheteria nos Estados Unidos e no Canadá para uma estreia desde que a pandemia começou foi precisamente “Venom: Tempo de Carnificina”, uma sequência baseada no antagonista do Homem-aranha.

Para os analistas, não é coincidência que a Sony, único grande estúdio “tradicional” de Hollywood que não tem seu próprio serviço de streaming, vá acumular após o fim de semana as duas melhores estreias da pandemia.

“Esta é outra grande vitória para a Sony, teve uma boa maré”, disse Dergarabedian.

“Certamente não ter tantas opções para lançar no streaming os deixou em uma boa posição e fez com que seus filmes tivessem mais sucesso”, assegurou.

– “Longo caminho” –

Mas, apesar da emoção em torno da nova edição do Homem-aranha, Gross alertou que a recuperação da indústria “ainda tem um longo caminho pela frente”, especialmente diante do temor de uma nova onda de casos de covid com a variante ômicron.

“Mesmo se ‘Homem-aranha’ faturar 130 ou 150 (milhões na bilheteria norte-americana neste fim de semana) ou mais, certamente teria arrecadado mais se as condições de saúde fossem favoráveis”, disse.

Para alcançar um bilhão em todo o mundo, o filme deve precisa ter um bom desempenho na China, onde ainda não tem data de lançamento.

AFP

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