Agualusa abre em Maputo a exposição que nunca imaginou inaugurar

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O escritor José Eduardo Agualusa disse esta terça-feira nunca ter imaginado que um dia ia inaugurar uma exposição de fotografia, ao mostrar as suas imagens da Ilha de Moçambique, expostas no Camões — Centro Cultural Português, em Maputo.

“Para mim também é uma surpresa, nunca pensei que pudesse acontecer, expor fotos, sobretudo num espaço como este”, referiu o autor angolano.

A exposição de fotografia e literatura “O Mais Belo Fim Do Mundo” retrata a paixão de Agualusa pela Ilha de Moçambique, um “território de poesia” onde reside – tal como muitos poetas, desde Camões – no norte do país.

“Estas fotos são uma história de amor”, com a ilha e com a sua mulher, Yara, que surge em várias das imagens do livro “Gramática do instante e do infinito”, a primeiro publicação de fotografia de Agualusa, lançada em 2020 pela mão da curadora e editora brasileira Lucia Bertazzo.

Os retratos da ilha, da gravidez – hoje, a pequena Kianda assistiu a tudo ao colo da mãe – e os poemas lado a lado nasceram em livro e saltaram agora para a exposição que vai estar patente em Maputo até 12 de fevereiro.

“Havia a proposta de livro, eu tinha poemas que tinha escrito e outros fui fazendo, enquanto fotografava”, explicou.

Poesia e fotografia surgem como uma peça única, coisas que “estão ligadas: para mim é muito orgânico, até porque a palavra está diretamente ligada à imagem e as fotos também nasceram com estes poemas”.

“Tirei muitas, muitas fotos, até encontrar uma de que gostasse”, explica, questionado pela Lusa sobre uma em particular e o efeito arqueado no pontão da Ilha de Moçambique, repleto de gente, uma das imagens que anunciou a exposição.

O rígido pontão ali parece arqueado e o efeito foi provocado por gotas na lente de uma máquina que levou muitas vezes à água.

Mia Couto apresentou a mostra, classificando as imagens como “outra grafia” de Agualusa, de quem se lembra a carregar no obturador há uns 30 anos com um registo diferente do mero turista.

“Estou a ver a ilha, a ver o mundo pelos olhos de alguém que devolve a arte que já estava lá”, concluiu.

A exposição “O Mais Belo Fim do Mundo” estará patente, com entrada livre, até 12 de fevereiro, de segunda a sábado, no Camões — Centro Cultural Português em Maputo.

Lusa

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