Inflação em Angola regista ligeira desaceleração para 2,06% em outubro

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A inflação em Angola, medida pelo Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) registou uma ligeira desaceleração em relação ao mês de setembro (2,18%), fixando-se, em outubro, em 2,06%, divulgou hoje o banco central angolano.

O governador do Banco Nacional de Angola disse, em conferência de imprensa depois da reunião do Comité de Política Monetária, que a taxa de inflação homóloga situou-se em 26,87%, impulsionada pela contribuição da classe de alimentação e bebidas não alcoólicas, cuja variação foi de 33,55%.

José de Lima Massano disse que apesar da ligeira desaceleração verificada, persistem pressões inflacionárias na economia, prevendo-se um cenário de inflexão na trajetória da inflação a partir de 2022, pelo que se manterá o curso restritivo da política monetária no curto-prazo.

Na sua intervenção, o vice-governador do Banco Nacional de Angola, Manuel Tiago Dias, disse também que persistem as pressões inflacionárias, mas a perspetiva é de uma redução a partir de 2022.

“O que nós esperamos é que no próximo ano tenhamos taxas de inflação mensais mais baixas, atualmente temos, a partir do mês de abril deste ano, taxas de inflação mensais acima de 2% e isso é que faz com que tenhamos uma tendência de ritmo de crescimento de preços, porque no ano anterior tivemos taxas de inflação mensais mais baixas, a nossa perspetiva é que em 2022 teremos taxas de inflação mensais mais baixas”, referiu.

Manuel Tiago Dias salientou que se o ano terminar com uma taxa de inflação média de 25%, com taxas de inflação mensais mais baixas no próximo ano, espera-se uma tendência de redução de preços, que levaria a uma taxa de inflação média no ano de 18%.

Por sua vez, José de Lima Massano acrescentou que o país tem estado a viver um período de alta de preços no mercado internacional, marcado por uma procura por alimentos não suficientemente atendida, que acaba por ter impacto em todos outros países, economias muito dependentes de importação de alimentos.

“Também temos registado o aumento dos custos com o transporte de mercadorias. Chegou-se inclusive ao ponto de não existirem contentores para o transporte de mercadorias”, referiu, salientando que a nível interno existem igualmente imitações conhecidas, particularmente em 2020, com a seca, situações de enxurradas, que afetaram a disponibilidade de alimentos produzidos localmente.

José de Lima Massano citou ainda dificuldades no escoamento e conservação dos produtos.

“Mas há um conjunto de alterações que estão a ocorrer, a nível externo, os últimos dados que temos em relação aos cereais já vemos uma maior estabilidade, a nível interno foram tomadas medidas de natureza aduaneira que irão impactar de forma positiva sobre os preços, a suspensão temporária dos direitos aduaneiros, a redução no próximo ano do IVA para os produtos de amplo consumo”, disse.

“Do nosso lado vamos manter um curso restritivo de política monetária. Essencialmente vamos ter uma oferta de moeda compatível com o ritmo de crescimento da economia”, frisou.

Segundo o governador do banco central angolano, este curso restritivo de política monetária tem também contribuído para a estabilidade do mercado cambial, que se junta ao facto de se ter registado o aumento do preço do principal produto de exportação, o petróleo, permitindo que a nível das contas externas tenha um superavit.

“E é assim que também estamos a prever que se mantenha ao longo do ano 2022. Por isso, nessa frente e com os pressupostos que temos hoje, com a manutenção do curso restritivo da política monetária devemos também ter um mercado cambial estável, que vai concorrer para que os preços na economia atinjam os objetivos que foram já referidos”, realçou.

Lusa

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