Noruega apresenta soluções para travar declínio dos campos petrolíferos angolanos

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Um grupo de oito empresas norueguesas manifestou esta quarta-feira, em Luanda, o interesse de instalar tecnologias avançadas, em Angola, para evitar o declínio dos campos de produção do petróleo, principal “commodity” de exportação do país.

O facto foi anunciado pelo director regional da associação Norwegian Energy Partners (Norwep) para África, Austrália e Indonésia, Bjorn Kahrs, que, igualmente, expressou a vontade dos empresários noruegueses em trazer know-how (conhecimentos técnicos e práticos), para alargar o tempo útil dos poços petrolíferos. 

Em declarações à imprensa, à margem do Workshop sobre o sector de petróleo e gás em Angola, que decorre de 17 a 19 deste mês, em Luanda, o responsável apontou a ampliação da vida útil dos referidos campos como elemento chave para continuar a atrair investimentos e assegurar os níveis de produção de petróleo desejado para o país. 

Além disso, o director da Norwep, que chefia a delegação de empresários noruegueses, avançou que a tecnologia do seu país permite também reduzir a emissão do dióxido de carbono (CO2) no país, tornando as zonas petrolíferas menos poluentes. 

“Estamos a conectar os empresários da Noruega, detentores de tecnologias de ponta aos potenciais parceiros, que operam em Angola. Nesta interacção, também podemos facilitar o acesso às instituições norueguesas que têm dinheiro para investir em empresas interessadas ao financiamento”, clarificou. 

Por seu turno, o embaixador da Noruega em Angola, Kikkan Haugen, referiu que a presença da Norwep no país reforça o interesse dos empresários noruegueses aumentarem o investimento e continuar a fazer negócios em Angola. 

Considerou ainda Angola como um dos parceiros mais importantes da Noruega em África, por terem uma excelente parceria económica. 

Fruto desse intercâmbio económico, adiantou, a Noruega investe, anualmente, cerca de dois biliões de dólares norte-americanos, destinando a maior “fatia do investimento” para o sector petrolífero, além da agricultura e pescas, tecnologia, transporte, ensino e prestação de serviços. 

Em termos de exportações, o diplomata apontou os equipamentos de produção petrolífera, produtos marinhos (peixe bacalhau e salmão) e prestação de serviços como principais activos que a Noruega envia para Angola. 

Na ocasião, o director do departamento de Planeamento Estratégico da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) de Angola, Alcides Andrade, mostrou-se satisfeito com a iniciativa dos empresários e recordou que o Governo angolano continua apostado na reforma do sector, visando facilitar o ambiente de negócios no país. 

Nessa senda, assegurou, o sector prevê contar com 30 novas concessões petrolíferas, no período entre 2021 a 2025. 

Numa realização da embaixada da Noruega, em parceria com a Norwep, o Workshop serve para interacção e partilha de experiências entre as autoridades governamentais angolanas e empresários do sector petrolífero. 

Além de ser um dos principais produtores de petróleo, a Noruega é o país europeu com maior Fundo de Investimento mundo, tendo estabelecido as relações diplomáticas com Angola, em 1977. 

Angop

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