Cotação do barril Brent desce no dia em que o OPEP+ decidiu aumentar produção

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A cotação do barril de Brent para entrega em janeiro terminou hoje no mercado de futuros de Londres em baixa de 1,02%, para os 80,56 dólares.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, concluiu a sessão no International Exchange Futures a cotar 83 cêntimos abaixo dos 81,39 dólares com que encerrou as transações na quarta-feira.

A cotação do barril desceu no dia em que o OPEP+ decidiu aumentar a produção petrolífera em 400 mil barris por dia em dezembro, mês em que se volta a reunir, no dia 02, mantendo o plano definido em julho.

Este grupo junta os 13 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), com 10 aliados, como a Federação Russa.

A decisão do OPEP+ ignorou os apelos dos EUA para que aumentasse a sua produção de forma mais acentuada.

Em julho, o OPEP+ acordou a reposição gradual dos 9,7 milhões de barris diários de crude que foram retirados em maio de 2020, em reação à queda na procura causada pela crise causada pela pandemia do novo coronavirus.

O plano prevê um aumento mensal de 400 mil barris diários da produção conjunta do OPEP+ até setembro de 2022.

Esta estratégia mantém a produção em um nível inferior ao da pré-pandemia em quatro milhões de barris diários.

A Casa Branca foi rápida a manifestar o seu descontentamento: “A recuperação não deve ser fragilizada por um desequilíbrio entre a oferta e a procura. O OPEP+ parece que não quer utilizar a sua capacidade e o seu poder neste momento crucial da recuperação mundial”, deplorou um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional.

O cartel realçou, porém, fatores de risco sobre a procura para manter os planos, evocando novos crescimento das infeções com o novo coronavirus na Federação Russa e na China.

Por outro lado, esta atitude do grupo dá espaço ao regresso de um dos seus membros, o Irão, por agora excluído do mercado.

Para mais, vários analistas têm expressado dúvidas sobre a capacidade de alguns produtores de aumentarem a produção, dada a degradação das suas instalações de extração, em resultado de operações de manutenção não feitas por causa da pandemia.

Já Caroline Bain, analista da Capital Economics, apontou que “os preços superiores a 80 dólares são, bem entendido, uma outra razão pela qual o OPEP+ não tem pressa em aumentar a sua oferta”.

Lusa

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