Angola perde seis milhões de dólares por dia pelo declínio do crude

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O declínio da produção de petróleo em Angola, actualmente, na ordem dos 115 mil barris de crude por dia, está a causar perdas de receitas de seis milhões de dólares/dia, informou, hoje, o director Executivo (CEO) da PetroAngola, Patrício Quingongo.

Analisando o mercado petrolífero angolano na Conferência Internacional sobre Petróleo, Gás e Energias Renováveis, o responsável referiu que a oferta de Angola no mercado global é de apenas 1%, resultante dos actuais níveis de produção de uma média diária de 1,1 milhões de barris.

Ao falar na aberta do evento promovido pela própria PetroAngola, Patrício Quingongo sublinhou que a exportação e a produção têm diferencial de 3%,  visto que Angola exporta quase tudo que produz.

De acordo ainda com o especialista angolano em petróleo, a média  de exportação para este ano, ate ao presente mês de Outubro, é de cerca de  um milhão e 103 mil barris de petróleo/dia, tendo-se observando também um declínio na exportação na ordem dos sete por cento.

Em relação aos preços, cálculos compilados por este técnico sénior apontam o Brent, como referência das ramas angolanas, com  uma média, até à data actual, de USD 67.3 dólares, sendo as ramas do Girassol as bem mais cotadas (USD 67,173), seguidas de Dalia, no bloco17 (USD  66,68), o Cabinda ( USD 66.4) e rama Cabinda ( USD  67.2).

Em termos de diferencial entre o Brent e as ramas angolanas para a exportação é de quatro cêntimos de dólares. Já entre o preço medio do Brent e o WTI, este referente ao petróleo americano, no valor medio de USD 64,8, a diferença entre ambos é de USD 3 dólares.

Quanto à oferta global do petróleo, a OPEP representa 28% daquilo que tem sido a disponibilidade universal,  visto que há um corte em 7.2 milhões de barris/dia, implementado no mercado desde 2020.

Ainda assim, houve uma recuperação da economia global, saindo-se de 92%, em 2020 para 95.7% de oferta no mercado, actualmente.

Os países não OPEP têm, hoje, uma oferta considerada forte de 72%,  com níveis altos de produção do Brasil, com produção recorrer que espera alcançar cinco milhões de barris diários até 2025.

Receitas brutas

Este ano, as receitas brutas da indústria do petróleo estão já estimadas em 27 mil milhões de dólares, onde a Sonangol aparece com uma “fatia” de 379  milhões; a Concessionária Nacional – ANPG com quatro mil milhões; e as companhias (custos mais lucros) com mais de 10 mil milhões de dólares.

Para a prestação de serviços no sector foram disponibilizados sete mil milhões, ate ano, considerado um bolo grande alocado neste segmento.

As empresas angolanas, de acordo com o especialista, têm participação muito reduzida nestes serviços, o que influencia a saída de recursos do país para outras economias.

Em 2020, os valores disponibilizados para a prestação de serviços nas empresas petrolíferas foram USD 9.4 mil milhões, e apenas USD 400 milhões ficara em Angola, ou seja, nove mil milhões de dólares foram exportados pelos serviços prestados.

O petróleo lucro está em torno dos dois mil milhões de dólares, sendo que os impostos representam apenas 13% daquilo que são as receitas situadas em mil milhões e 700 milhões de dólares.

De acordo com o director Executivo (CEO) da PetroAngola, Patrício Quingongo, além da covid-19, outros factores que influenciam o sector são os cortes da OPEP, a demanda do petróleo e a recuperação económica global, que ao ver do especialista podem estabilizar o mercado.

Angop

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