Bélgica repõe restrições devido a aumento acentuado de casos da doença

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O Governo belga repôs hoje, perante o aumento das infeções com covid-19 e das hospitalizações, algumas restrições de combate à pandemia que levantara há apenas algumas semanas e alargou à totalidade do território a obrigatoriedade do passe sanitário.

O número de novos casos diários da doença na Bélgica, país da União Europeia (UE) com 11 milhões de habitantes, aumentou 75%, atingindo 5.299 casos na semana passada.

As hospitalizações também aumentaram 69%, para os 102 casos diários. O número de mortes aumentou ligeiramente, com uma média de 13 por dia.

“A partir de sexta-feira, haverá máscaras nos locais públicos e elas serão obrigatórias para os empregados de bares, restaurantes e ginásios”, declarou o primeiro-ministro belga, Alexander De Croo.

“Precisamos de erguer os nossos muros protetores”, acrescentou.

De Croo indicou igualmente que o passe covid-19 do país terá de ser apresentado para entrar em bares, restaurantes e ginásios a partir da próxima semana. O passe comprova que uma pessoa está ou totalmente vacinada ou recentemente recuperada da doença ou fez recentemente um teste de resultado negativo.

Segundo o chefe do executivo belga, estas novas restrições ainda ficaram bastante aquém da imposição de um novo confinamento, porque 85% dos adultos belgas estão vacinados, pelo que as medidas não precisaram de ser tão drásticas como as adotadas em anteriores fases da pandemia.

“No ano passado, numa situação como esta, teríamos de encerrar algumas atividades. O que estamos a fazer hoje é a manter tudo aberto, usando o passe sanitário ou usando máscaras”, observou.

Foi identificado um fator de agravamento da situação na elevada taxa de transmissão do vírus nas escolas básicas belgas: o instituto de investigação governamental Sciensano descobriu que mais que um em cada quatro alunos tem anticorpos para o coronavírus SARS-CoV-2, causador da covid-19.

Um debate semelhante sobre a possibilidade de aumentar as medidas de combate à pandemia está a decorrer na Holanda, onde o Governo pediu conselho a especialistas sobre se será necessário reimpor as restrições pandémicas, perante o aumento acentuado do número de novos casos da doença.

A Holanda tem uma das taxas de infeção com crescimento mais rápido na Europa.

A covid-19 causou pelo menos 4.952.390 mortes em todo o mundo, entre mais de 243,97 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa France-Presse, com base em dados oficiais.

A doença respiratória é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Lusa

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