Pongo “muito bem” recebida em Paris e com novo álbum em fevereiro

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A cantora luso-angolana Pongo atuou na sexta-feira nos arredores de Paris, levando o público ao êxtase numa noite animada e de dança, selando os seus laços com França e prometendo novo álbum já em fevereiro de 2022.

“O público francês acolheu-me desde o início, desde há três anos e meio, com o meu primeiro EP ‘Baia’. Só tenho a agradecer. E sinto-me honrada e sortuda porque é um misto de muito trabalho e a sorte de um público em França que recebe a música em português e quibundo, de Angola”, disse Pongo, em entrevista à Agência Lusa.

A artista que tem dado a conhecer uma nova face do kuduro ao Mundo, atuou em Gentilly, nos arredores de Paris, num concerto integrado no Festi’Val de Marne.

Pongo começou a sua digressão europeia em Bruxelas, em setembro, tendo já passado por França, Portugal, Espanha e contando com mais datas em França e Portugal.

Este é um regresso que a artista qualifica como “ótimo”, especialmente tendo já o público de pé e a participar completamente.

“Está a ser ótimo, muito trabalho. Estou bastante feliz pelo resultado e por estar de volta aos palcos depois dessa fase que passámos, apesar de ter feito alguns concertos durante a pandemia, não se compara a voltar aos palcos com as pessoas em pé, todas juntas”, indicou.

No concerto de Pongo em Gentilly, com as devidas precauções e mediante apresentação do passe sanitário, pessoas de todas as faixas etárias reuniram-se para cantar em uníssono e dançar temas como “Chora”, “Baia”, “Quem Manda no Mic” e ainda o seu mais recente single “Bruxos”.

Foi também o momento de apresentar ao público o próximo single, “Começar”, que vai integrar o álbum que vai sair já em fevereiro de 2022, editado pela Universal França.

“Assinei com a Universal França o meu álbum, no qual estamos a trabalhar, e do qual ‘Bruxos’ faz parte. Tendo a banda em França e a estrutura de produção, durante a pandemia, o que eu fiz foi gravações para o álbum e fomos comunicando, trabalhando e fiz algumas promoções”, explicou, acrescentando que o novo trabalho será “uma mistura de ritmos e sentimentos”.

Para Pongo, a pandemia aconteceu no auge da promoção do seu trabalho “Uwa”, num momento em que estava em digressão com mais de 60 datas em toda a Europa.

Sem a possibilidade de concertos, o projeto “perdeu direção” e parar foi frustrante para a cantora luso-angolana, que com o single “Bruxos”, saído no verão deste ano, quis inverter esse ciclo.

“Eu bati o pé e disse: chega. As pessoas em casa já estão bastante deprimidas e eu também e acho que precisamos de energia e não mais música para ficar a pensar no ontem. Foi assim que escolhemos o ‘Bruxos’ e assim acordámos todos juntos”, explicou.

Entre as datas adiadas, ficou também o regresso a Angola como artista. Pongo espera agora conseguir voltar às suas raízes em 2022, havendo já muito interesse e contactos para concertos em Angola.

“Espero já para o próximo ano poder meter os pés na minha terra natal. Seria uma bênção que eu quero e preciso”, concluiu.

Nascida em Angola, Pongo mudou-se para Portugal na infância. A sua carreira na música começou aos 15 anos, quando deu voz ao tema “Kalemba (Wegue Wegue)”, dos Buraka Som Sistema, acabando por seguir uma carreira a solo alguns anos depois. 

O primeiro trabalho, “Baia”, foi editado em 2018 e a publicação NME colocou-a na lista de cem novos artistas para 2020, e a estação BBC Radio 6 Music, incluiu temas de Pongo na sua ‘playlist’. Em França, Pongo foi convidada pelo casal Emmanuel e Brigitte Macron para animar o dia da Música no Palácio do Eliseu, em 2019.

Lusa

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