Apoiantes de líder destituído da UNITA concentram-se exaltados junto à entrada da reunião política

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Mais de uma centena de apoiantes do líder destituído da UNITA estão concentrados frente ao local onde decorre a reunião da comissão política do partido, que deverá marcar o próximo congresso, para declarar apoio a Adalberto da Costa Júnior.

Descontentes com o tratamento noticioso dos órgãos públicos angolanos, que consideram ser “manipulador”, alguns apoiantes exaltaram-se e tentaram impedir a entrada dos jornalistas, enquanto os dirigentes da UNITA tentam controlar estes excessos e convencer os mais exaltados a deixar os profissionais da impressa cumprirem o seu dever de informar, mantendo-se no exterior sob vigilância policial.

Joaquim Adão Gonçalves, membro da JURA, organização juvenil da UNITA, é um dos que se encontra no local e disse que o objetivo é “fazer pressão” para que se “reponha a verdade e que Adalberto da Costa Júnior volte ao lugar onde estava pois foi o presidente eleito da UNITA”.

Adalberto da Costa Júnior foi afastado na sequência de uma decisão do Tribunal Constitucional que anulou o XIII Congresso da UNITA, tendo sido reconduzido o anterior presidente, Isaías Samakuva, até à marcação de um novo congresso.

Disse que vão esperar pela decisão da comissão política — que deverá hoje anunciar um novo conclave — mas destacou que “a vontade do povo” é ver Adalberto da Costa Júnior reocupar o seu lugar.

“O povo e a juventude angolana estão com o engenheiro Adalberto. Acredito que a direção tem pessoas capacitadas, que o mais velho Samakuva não é uma pessoa de má-fé e tem o nosso respeito”, sublinhou.

Wilson Gonga veio também manifestar o seu apoio a Adalberto da Costa Júnior, apesar de não ser militante da UNITA, por considerar que é “um líder que mostrou que vai atrás do cidadão”.

Disse ainda à Lusa que o ambiente tenso se deve “à vontade de ver Adalberto da Costa Júnior de volta ao seu lugar” e que “o que a população quer é a direção da UNITA não meter mais candidatos”.

“O MPLA é diabo e vão usar as eleições, vão financiar o camarada que perdeu, e o povo quer que o engenheiro seja o único candidato”, indignou-se.

Questionado sobre a intimidação a que foram sujeitos os jornalistas, disse que a população angolana “não gosta da TPA (Televisão Pública de Angola) porque mostram uma realidade que não é e manipulam a informação”, salientando que “o jornalismo angolano tem de mudar”.

Também no local da reunião encontra-se o secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas, Teixeira Cândido, que interveio pedindo para que “compreendessem o papel dos jornalistas” que é “fundamental” e frisou que os colegas que trabalham para a imprensa pública não controlam a linha editorial dos órgãos para que trabalham.

“Muitos dos jornalistas gostariam de fazer corretamente o seu papel, mas não tem poder para alterar a linha editorial”, disse à Lusa Teixeira Cândido, acrescentando que pediu aos apoiantes que cessassem as intimidações e ameaças contra jornalistas, o que foi acolhido “positivamente”.

A UNITA tem-se queixado do tratamento discriminatório dos órgãos controlados pelo Estado, como a Televisão Pública de Angola, TV Zimbo ou Rádio Nacional de Angola, na cobertura das suas atividades e os dois canais de televisão chegaram a anunciar que iriam suspender a cobertura do partido depois de os seus profissionais terem sido ameaçados durante uma manifestação.

Lusa

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.