África do Sul chumba vacina da Rússia

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As autoridades de saúde da África do Sul anunciaram hoje que rejeitaram a vacina produzida na Rússia contra a covid-19, Sputnik V, citando preocupações sobre a tecnologia usada no processo de produção.

O pedido de autorização “não pode ser aprovado nesta altura”, anunciou a Autoridade Regulatória dos Produtos de Saúde da África do Sul (SAHPRA, na sigla em inglês), lembrando que também as vacinas contra o VIH que usavam uma tecnologia semelhante foram rejeitadas no passado.

De acordo com a AP, o virologista Julian Tang, da Universidade de Leicester, manifestou-se perplexo com a decisão: “É uma ligação estranha para se fazer; não é o vetor que causou o VIH, por isso não se pode atribuir a culpa a isso”, comentou.

No ano passado, um estudo em que participaram mais de 20 mil pessoas, publicado na revista Lancet, concluiu que a vacina Sputnik V era segura e tinha uma eficácia de 91% a impedir que as pessoas ficassem gravemente doentes com covid-19.

A Sputnik V usa dois tipos de vírus inofensivos, conhecidos como adenovírus, para transportar a proteína para o corpo, o que propele o sistema imunitário a produzir anticorpos contra a covid-19.

As preocupações das autoridades sul-africanas prendem-se precisamente com a utilização deste adenovírus de Tipo 5, que é usado numa das doses da Sputnik.

As autoridades sul-africanas apontaram para dois estudos com pesquisa que mostrou um falhanço na utilização destes adenovírus nas vacinas contra o VIH, que concluiu que os homens vacinados tinham até um risco maior de serem infetados com este vírus.

A vacina Sputnik V está atualmente a ser considerada para autorização pela Organização Mundial da Saúde e pela Agência Europeia do Medicamento, e até agora já recebeu luz verde em mais de 70 países, sem notícias de problemas significativos relativamente à segurança, conclui a AP.

A África do Sul é o país do continente africano mais afetados pela pandemia, contabilizando 2.916.803 casos e 88.619 mortes.

O continente africano regista 8.437.361 casos de infeção de covid-19 desde o início da pandemia, 215.760 mortes associadas à doença e 7.811.400 pessoas recuperadas da infeção com o vírus SARS-CoV-2, de acordo com os dados oficiais hoje divulgados.

Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), a região da África Austral é a região mais afetada do continente, com 3.914.809 casos e 110.643 óbitos associados à covid-19.

A covid-19 provocou pelo menos 4.902.638 mortes em todo o mundo, entre mais de 241,03 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Lusa

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