OPEP revê ligeiramente em alta procura mundial de petróleo

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A OPEP, que mantém limitado o seu fornecimento de petróleo no meio do aumento dos preços da energia, reviu hoje ligeiramente em alta a procura mundial de petróleo em 2021 e 2022.

No relatório mensal sobre o mercado petrolífero, a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) atualizou a estimativa da procura para 27,8 e 28,8 milhões de barris por dia em 2021 e 2022 respetivamente, mais 100.000 do que o calculado em setembro.

Ambos os números são superiores ao fornecimento conjunto do grupo petrolífero, que era de 27,33 milhões de barris por dia em setembro, mais 486.000 barris por dia do que em agosto, de acordo com cálculos de institutos publicados no documento.

A organização continuará a abrir as torneiras, mas de forma moderada e gradual, como acordado com a Rússia e outros aliados.

O atual pacto da aliança OPEP+ prevê aumentar a oferta em 400.000 barris por dia por mês até setembro de 2022, e o relatório dá a entender que esta política irá continuar.

“Enquanto os mercados petrolíferos continuam a emergir da pandemia da covida-19”, a OPEP+ continuará a “monitorizar” o mercado, afirma a OPEP depois de enumerar vários fatores de incerteza “com riscos de queda” do consumo e dos preços do petróleo bruto em 2022.

“Olhando para o futuro, apesar das expectativas de uma recuperação sazonal na procura de petróleo para aquecimento, bem como de uma possível mudança do gás natural para combustíveis líquidos, espera-se que os mercados de produtos (petrolíferos) sofram alguma fraqueza durante o próximo inverno”, diz a OPEP.

Isto seria causado por “um maior rendimento das refinarias, que resultará num amplo abastecimento”, acrescenta.

Quanto à procura mundial total de petróleo, espera-se que este ano atinja uma média de 96,6 milhões de barris por dia, mais 5,96 milhões de barris por dia que em 2020 e menos 140.000 biliões de barris por dia do que o estimado há um mês.

Esta revisão em baixa deve-se ao facto de os dados dos três primeiros trimestres do ano terem sido “inferiores ao esperado”, dizem os peritos da organização.

Os peritos da OPEP esperam que a recuperação do consumo de petróleo continue em 2022 com um aumento anual de 4,15 milhões de barris por dia, para uma média de 100,8 milhões de barris por dia e reveem também em baixa o volume da oferta dos seus concorrentes, o que explica o aumento da procura do petróleo bruto do grupo petrolífero, principalmente devido a perturbações na produção dos EUA causadas pelo furacão Ida, e nos campos do Cazaquistão e do Canadá por diversas razões.

No total, os produtores não-OPEP fornecerão 63,85 milhões de barris por dia este ano, menos 0,21 milhões de barris por dia do que o estimado no último relatório, e 66,79 milhões de barris por dia em 2022.

Todos estes cálculos baseiam-se em expectativas de crescimento económico mundial de 5,6% e de 4,2% este ano e no próximo ano, respetivamente.

Os preços do petróleo subiram para níveis não vistos em vários anos, para mais de 83 dólares por barril para o Brent e 80 dólares para o WTI (West Texas Intermediate).

Segundo a OPEP, o aumento tem sido impulsionado pela solidez dos fundamentos de mercado, uma lenta retomada da produção petrolífera nos EUA, a recuperação da procura de petróleo e a queda das reservas.

Outros fatores que contribuíram para a subida dos preços foram a atenuação das restrições de mobilidade relacionadas com a pandemia na Ásia, a escassez de gás natural e o aumento da especulação nos contratos de petróleo bruto e gás nos mercados de futuros.

O recente pico nos preços do gás para níveis recorde “desencadeou um interesse crescente na mudança do gás natural para combustíveis líquidos (tais como o petróleo bruto) a nível industrial”.

“Se esta tendência continuar, combustíveis como o fuelóleo, o gasóleo e a nafta poderão beneficiar, impulsionados pelo aumento da procura na produção de energia, refinação e utilização petroquímica”, observa a OPEP.

Mas, por outro lado, os preços mais elevados da eletricidade aumentaram os custos operacionais da refinação e “isto poderia (…) compensar parcialmente o potencial ascendente”, pesando sobre as refinarias e a produção industrial, diz o relatório.

Lusa

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