FMI reafirma “total confiança” na liderança de Kristalina Georgieva

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

O Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou esta segunda-feira que mantém “total confiança” na liderança de Kristalina Georgieva, acusada de irregularidades, e na “sua capacidade de continuar a desempenhar eficazmente as suas funções”.

Em comunicado, a instância dirigente da instituição disse que as informações apresentadas durante a investigação não permitiram concluir que a economista búlgara tenha tido “um papel impróprio no que diz respeito ao Relatório ‘Doing Business 2018’, quando era diretora-geral do Banco Mundial”.

“Tendo analisado todas as provas apresentadas, o Conselho de Administração reafirma a sua total confiança na liderança da diretora-geral e na sua capacidade de continuar a desempenhar eficazmente as suas funções”, pode ler-se na nota.

De acordo com a a agência de notícias France-Presse (AFP), Georgieva saudou a decisão, afirmando que as alegações eram “infundadas”.

A questão da manutenção de Kristalina Georgieva, de 68 anos, à frente do FMI, surgiu após a publicação, em 16 de setembro, das conclusões de uma investigação conduzida pelo escritório de advogados WilmerHale.

Os autores do documento apontaram irregularidades na elaboração das edições de 2018 e 2020 do relatório “Doing Business” do Banco Mundial, acusando Georgieva de ter pressionado as suas equipas, quando era diretora-geral daquela instituição, para dar à China uma classificação mais favorável.

A investigação foi realizada a pedido do comité de ética do Banco Mundial, depois de o relatório, que classifica os países de acordo com a facilidade em fazer negócios, se ter tornado objeto de muita controvérsia e ter levado à demissão do antigo economista-chefe Paul Romer.

O Conselho de Administração do FMI ouviu Georgieva, que negou as acusações, e representantes da firma WilmerHale.

Na nota, o FMI disse que a decisão foi tomada após a oitava reunião sobre o caso, “como parte do compromisso do conselho para uma revisão minuciosa, objetiva e precisa”.

“O Conselho de Administração considerou que a informação apresentada durante a revisão não demonstrou conclusivamente que a diretora-geral desempenhou um papel impróprio no que diz respeito ao relatório ‘Doing Business 2018’, quando era diretora-geral do Banco Mundial”, afirmou.

O órgão, que tem 24 membros representando 190 países e toma geralmente as suas decisões por consenso, acrescentou que tem confiança “no compromisso” de Georgieva em “manter os mais altos padrões de governação e integridade no FMI”.

“A confiança e a integridade são as pedras angulares das organizações multinacionais que tenho servido fielmente durante mais de quatro décadas”, disse Georgieva, citada pela AFP.

A economista búlgara sublinhou que o caso foi “um episódio difícil a nível pessoal”, exprimindo o seu “apoio inabalável à independência e integridade” das instituições.

Seis antigos funcionários do Banco Mundial, num comunicado emitido por uma agência de relações públicas, tinham defendido Georgieva recentemente, denominando-a “uma pessoa da mais alta integridade e empenhada no desenvolvimento”.

O FMI deverá publicar hoje as últimas perspetivas económicas globais.

Georgieva deverá falar numa conferência de imprensa na quarta-feira.

Kristalina Georgieva assumiu a direção do Fundo em 01 de outubro de 2019 para substituir Christine Lagarde, que foi nomeada para o Banco Central Europeu (BCE), e era a única candidata na altura.

O Fundo é tradicionalmente chefiado por um europeu enquanto o Banco Mundial está nas mãos de um americano, atualmente David Malpass.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.