Pandora Papers: 9 políticos angolanos têm fortunas escondidas em paraísos fiscais

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O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) publicou este domingo (3) um novo trabalho investigativo nomeado “Pandora Papers”, que revela que 336 políticos e funcionários públicos, de 91 países e territórios, entre os quais 9 políticos angolanos, esconderam fortunas de milhares de milhões de dólares para não pagarem impostos.

Os nomes dos políticos angolanos envolvidos ainda não foram revelados. O jornal Expresso que faz parte do consórcio revelou apenas os nomes de três portugueses: antigos ministros Nuno Morais Sarmento e Manuel Pinho e o advogado e antigo deputado socialista Vitalino Canas. É provável, que os nomes dos políticos angolanos sejam revelados nas próximas edições do jornal. Importa relembrar que só os parceiros do ICJI têm acesso aos ficheiros.

Os dado gráficos divulgados indicam que das 27 mil empresas mencionadas, 92 estão ligados a proprietários angolanos.

A nível do continente africano, 78 políticos são mencionados entre os quais se destaca o actual Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, e seis membros da sua família que são denunciados por deterem, em segredo, pelo menos 11 empresas no estrangeiro, uma das quais avaliada em 30 milhões de dólares.

Outra grande revelação, é a denúncia que o antigo primeiro-ministro da Inglaterra, tony Blair e a sua esposa Cherie Blair, compraram, em 2017, um edifício vitoriano por 8,8 milhões de dólares através de uma empresa offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.

Tony Blair que é fundador e presidente de uma fundação com o seu nome vocacionada inspirar mudança global, tem vindo a defender duras medidas fiscais para aqueles que tentam a todo custo fugir das suas responsabilidades fiscais. Blair tem igualmente defendido altas taxes para proprietários de terras e residências.

Entre os nomes referidos na investigação, estão o rei Abdallah II da Jordânia, o primeiro-ministro da República Checa, Andrej Babis, e o Presidente do Equador, Guillermo Lasso, revela a investigação.

A investigação revela ainda novos detalhes sobre importantes doadores estrangeiros do Partido Conservador do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e detalha atividades financeiras questionáveis do “ministro oficioso de propaganda” do Presidente russo, Vladimir Putin.

O círculo próximo do primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, é denunciado por ter escondido milhões de dólares em empresas e entidades externas.

O ICIJ diz ter baseado a sua investigação numa “fuga sem precedentes”, envolvendo cerca de dois milhões de documentos, trabalhados por 600 jornalistas, a “maior parceria da história do jornalismo”.

Lusa/Guardião

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