França contribui com 45 milhões de euros para produção de vacinas em Cuba

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Cuba aumentará sua capacidade de produção de vacinas contra a meningite e a pneumonia, especialmente destinadas à África, graças a um financiamento de 45 milhões de euros por parte da França, segundo um acordo firmado nesta quarta-feira (22) em Havana.

Esse financiamento “permitirá a aquisição de novos equipamentos e remodelar os centros produtivos”, explicou o embaixador da França em Cuba, Patrice Paoli, durante uma conferência de imprensa. O diplomata detalhou que os primeiros recursos para este projeto de três anos serão entregues no último trimestre de 2021.

O dinheiro será destinado ao Instituto Finlay de Vacinas para produzir imunizantes contra a meningite e a pneumonia destinados à população cubana, aos países da África subsaariana e às nações em desenvolvimento em geral, onde serão distribuídos a um custo baixo através da OMS e do Unicef.

Graças a esse aporte financeiro, o Instituto Finlay também poderá “alcançar os padrões ótimos exigidos em nível internacional”, de acordo com um comunicado enviado à imprensa.

O Instituto Finlay também foi responsável por desenvolver a vacina contra o coronavírus Soberana 02, que atualmente está em processo de reconhecimento por parte da OMS, o mesmo estágio em que se encontra outro imunizante cubano, o Abdala, criado pelo Centro de Engenharia e Biotecnologia (CIGB, na sigla em espanhol).

Até a última segunda-feira (20), Cuba já havia imunizado 46% de seus 11,2 milhões de habitantes com suas próprias vacinas contra o coronavírus. O país caribenho também lançou uma campanha única no mundo para vacinar as crianças a partir de dois anos, uma condição imposta pelo governo para a reabertura das escolas em novembro.

“Já temos 1,6 milhão de crianças vacinadas com a primeira dose” das três previstas, e “com praticamente nenhum efeito adverso”, disse nesta quarta o diretor do Instituto Finlay, Vicente Vérez, que destacou que essa cifra deve subir para “quase 2 milhões de crianças” até sexta-feira (24).

Sob um embargo econômico dos Estados Unidos desde 1962, Cuba começou a desenvolver suas próprias vacinas nos anos 1980, descobrindo a primeira contra a meningite B. Atualmente, quase 80% das vacinas que integram o programa de imunização do país são fabricadas na própria ilha.

AFP

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