UEFA alerta para perigos de um Mundial a cada dois anos

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

A UEFA discorda da metodologia adotada pela FIFA na questão relativa à organização de um Campeonato do Mundo de futebol de dois em dois anos, apontando para os “perigos reais” do projeto.

O organismo que rege o futebol europeu disse hoje, em comunicado, que a “viabilidade” de tal cenário mexe com inúmeras questões que têm que ser esclarecidas, nomeadamente, o calendário e o formato da competição, as fases de qualificação, o impacto nas competições de clubes e seleções existentes, as oportunidades desportivas e comerciais, o impacto na saúde física e mental dos futebolistas, adeptos e a sustentabilidade das suas viagens.

Também o impacto sobre o desenvolvimento do futebol feminino deve ser tido em conta, alertou a UEFA, pedindo “espaços de exclusividade” para as provas femininas.

Paralelamente, o organismo liderado por Aleksander Ceferin apontou para a necessidade de apostar nos torneios de futebol juvenis, que, apesar do pouco impacto comercial, são vitais para o desenvolvimento dos atletas.

Ainda à espera de conhecer os resultados do estudo de todas estas envolventes, a UEFA admitiu que a FIFA “apresentou uma proposta que implica a duplicação dos torneios finais do Mundial a partir de 2028, assim como das fases finais dos torneios das confederações a partir de 2025”, combinada com uma reestruturação profunda das datas reservadas para os jogos das seleções.

Agradecendo a “atenção reservada” ao Europeu, “com a proposta de dobrar a frequência do seu torneio final”, a UEFA especificou que prefere “abordar um assunto tão sensível com um enfoque global e não especulativo”.

E realçou: “A UEFA está dececionada com a metodologia adotada, que até agora tem levado a que se comuniquem e promovam abertamente os projetos de reforma radical, antes de ter tido, juntamente com as outras partes interessadas, a oportunidade de participar em nenhuma reunião de consulta”.

Por isso, a UEFA vincou que “este plano contempla perigos reais”, com a “diminuição do valor do principal acontecimento futebolístico mundial, cuja celebração a cada quatro anos lhe confere uma mística com que cresceram gerações de adeptos”.

Mais, a UEFA frisou que a ideia que reduz as “oportunidades desportivas das seleções mais frágeis, ao substituir os jogos normais por fases finais”, representando ainda um “risco para a sustentabilidade dos jogadores, obrigados a participar em competições de alta intensidade” no final de cada temporada.

E salientou que também há um risco para o futuro dos torneios femininos, que ficariam privados de espaços exclusivos e eclipsados pela proximidade dos principais eventos masculinos.

“Estas são apenas algumas das sérias preocupações que a proposta da FIFA provoca à primeira vista, e não podem ser dissipadas simplesmente com ‘slogans’ promocionais, sem fundamento, sobre os supostos benefícios de um calendário mais carregado pelas fases finais”, rematou, pedindo que o futuro calendário internacional seja objeto de uma “autêntica consulta” com todas as partes interessadas.

De resto, a UEFA solicitou em 14 de setembro uma reunião especial à FIFA para “poder expressar as suas preocupações” face a este projeto, mas até agora ainda não recebeu nenhuma resposta.

Lusa

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.