Banco Mundial investe 70 milhões de dólares no MOSAP II

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Setenta milhões de dólares norte americanos é montante financeiro que o Banco Mundial investiu nas províncias do Bié, Huambo e Malanje, com a implementação do Projecto de Agricultura Familiar e Comercialização MOSAP II, desde 2018 até à presente data.

O Guardião

A informação foi avançada hoje, no município de Catabola, província do Bié, pelo director-geral regional do Banco Mundial para África, Jean Christophe.

O responsável reconheceu que o projecto trouxe grandes mudanças na forma de fazer agricultura nestas três regiões de Angola, com a implementação das escolas de campo, uma metodologia de ensino das novas técnicas de cultivo.

De igual modo, Jean Cristophe disse que os fundos disponibilizados pelo Banco Mundial foram bem aplicados pelas autoridades angolanas, um indicador excelente deste programa de desenvolvimento agrícola sustentável.

O projecto MOSAP II substitui o MOSAP I, criado na perspectiva de melhorar a segurança alimentar e reduzir a pobreza no meio rural.

Por este facto, melhorou-se a produção da mandioca, batata-doce, milho e hortícolas, além da construção de sistemas de irrigação, para fazer face aos efeitos da seca.

O projecto permitiu a constituição de três mil 972 escolas de campos nas províncias do Bié, Huambo e Malanje, que  estão a contribuir no aumento da colheita de produtos agrícolas por parte dos camponeses.

Esta segunda fase permitiu ajudar 102 sub-projectos agrícolas, em sete dos nove municípios da província do Bié, designadamente Cuito, Camacupa, Catabola, Chitembo, Andulo, Cuemba e Nhârea.

Os municípios do Cunhinga e Chinguar ficaram de fora, por terem sido beneficiados na primeira fase, que decorreu de 2011 a 2017.

Na segunda-feira, O ministro da Agricultura, Pecuária e Pescas, Francisco de Assis, afirmou que o projecto do MOSAP dará continuidade no próximo ano, passando para a fase III, abrangendo as 18 províncias de Angola.

Sublinhou que, embora há a pretensão do Banco Mundial terminar este ano com o MOSAP II, o Executivo julgou ser necessário a sua prorrogação, em 2022, fruto dos bons resultados que tem vindo alcançar.

Angop

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