Angola com mais 221 casos e 18 mortes em 24 horas, número mais alto desde início da pandemia

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Angola registou mais 18 óbitos, o número diário mais alto desde o início da pandemia no país, e 221 novos casos nas últimas 24 horas, informou hoje o secretário de Estado para a Saúde Pública.

“Infelizmente, e pela primeira vez, tivemos um número elevado de óbitos, estou a falar de 18 mortes que foram reportadas nas últimas 24 horas, sendo 13 do sexo masculino e cinco do sexo feminino, com idades que variam entre 25 e 91 anos, sendo nove em Luanda, três no Cuando Cubango, dois em Benguela, dois no Uíje, um no Bié e um em Malanje”, disse Franco Mufinda.

O governante, que falava na apresentação da situação epidemiológica no país, salientou que “é o número maior até hoje relatado” no que se refere aos óbitos, apelando à população para cumprir as orientações das autoridades sanitárias sobre os cuidados a ter com esta doença.

“Estamos a passar por um momento complicado, se assim podemos considerar, com o aumento de casos de forma sustentada, mas também, de forma triste, há um aumento de óbitos, de dois dígitos, então apelar à prevenção de todos nós”, referiu.

Segundo o secretário de Estado para a Saúde Pública, os casos nas últimas 24 horas foram reportados nas províncias de Luanda (143), Huambo (38), Cabinda (10), Huíla (seis), Malanje (cinco), Bié (dois) e Uíje (um), com idades entre 4 dias e 87 anos, sendo 126 do sexo masculino e 95 do sexo feminino.

No mesmo período foram consideradas recuperadas da doença 70 pessoas, dos 6 aos 81 anos, das quais 17 no Cuando Cubango, 17 em Benguela, 15 em Luanda, 10 no Bié, seis no Moxico e cinco na Huíla.

Com os dados das últimas 24 horas, Angola contabiliza 52.644 casos, 1.409 óbitos, mantendo-se a taxa de letalidade em 2,7%, em comparação à semana passada, 46.106 recuperados da doença, demonstrando um decréscimo de 0,8%, comparativamente à semana passada, ou seja, uma taxa de recuperação de 87,6%.

Dos 5.129 casos ativos, 38 pessoas encontram-se em estado crítico, “um número que também chama atenção”, indicou Franco Mufinda, e 44 em estado grave, que “apesar do esforço alguns podem ter como fim a morte”.

“Os números a cada dia que passa aumentam e começamos a sentir essa pressão até ao nível dos nossos centros de tratamento, começamos a procurar espaço para colocar as pessoas para merecerem o seguimento, então há todo o interesse em rever o nosso comportamento”, sublinhou o secretário de Estado para a Saúde Pública.

O quadro apresenta um total de 163 casos moderados, 87 leves e 4.797 assintomáticos, estando internadas 332 pessoas, em quarentena institucional 219 e sob vigilância epidemiológica 2.956 contactos.

Os laboratórios processaram no período em análise 2.801 amostras por RT-PCR, com uma taxa de positividade diária de 7,8%, acima da taxa cumulativa, que se situa em 5,5%, apontando o cumulativo para 965.780 amostras até hoje processadas.

No que se refere ao plano vacinal, hoje foram administradas 56.714 doses, o que perfaz desde 02 de março até à data, um total de 2.878.191 doses administradas, das quais 987.694 doses completas.

“As evidências demonstram que as pessoas que têm o seu plano vacinal completo, mesmo alcançando o estado crítico conseguimos recuperar, há evidências de proteção para quem já tem a sua vacina feita de forma completa”, frisou.

A covid-19 provocou pelo menos 4.689.140 mortes em todo o mundo, entre mais de 228,49 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

Lusa

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