Papa pede à Igreja que reconheça os erros e peça perdão pelos abusos

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

O Papa Francisco pediu hoje que a Igreja “reconheça os seus erros” diante dos “comportamentos cruéis” dos abusos de menores e “procure sempre o perdão das vítimas”.

A mensagem de Francisco surge num vídeo que dirigiu aos participantes dos 20 países da Europa Central e Oriental na Conferência Internacional sobre a Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis, que terá lugar em Varsóvia, Polónia.

A Conferência Internacional organizada pela Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores, criada pelo Papa Francisco, e a Conferência Episcopal Polaca acontecerá entre domingo e quarta-feira em Varsóvia.

Estarão presentes representantes de bispos e pessoas que trabalham na área de proteção de crianças e jovens em 20 países da Europa Central e Oriental para abordar o tema dos abusos e tentar erradicá-lo da Igreja.

O encontro decorre num país cujo clero informou ter recebido cerca de 800 casos de abuso de menores desde 1990.

“Só enfrentando a verdade destes comportamentos cruéis e procurando humildemente o perdão das vítimas e sobreviventes, a Igreja poderá encontrar o caminho para voltar a ser considerada com confiança um lugar de acolhimento e segurança para os necessitados, explica Francisco.

A conferência, explicou o Papa, servirá “para responder mais adequadamente a este choque gravíssimo que enfrentamos” e frisou – como fez no seu discurso de 2019 quando reuniu as Conferências Episcopais de todo o mundo – que “o bem-estar das vítimas não deve ser deixado de lado em favor da preocupação equívoca pela reputação da Igreja como instituição”.

“As nossas expressões de contrição devem-se tornar um caminho concreto de reforma”, disse o pontífice, explicando que isso servirá “tanto para prevenir novos abusos quanto para garantir aos outros a confiança de que os esforços levarão a uma mudança real e confiável”.

O Papa encorajou os participantes a “ouvir o apelo das vítimas”.

“Reconhecer nossos erros e falhas pode nos fazer sentir vulneráveis e frágeis, isso é certo. Mas também pode ser um tempo de graça esplêndida, um tempo de esvaziamento, que abre novos horizontes de amor e serviço recíproco. Se reconhecermos os nossos erros, não teremos nada a temer, pois será o próprio Senhor que nos terá conduzido até aquele ponto”, disse.

Por fim, citando uma frase de Abraham Lincoln, 16.º Presidente dos Estados Unidos, acrescentou: “Com malícia para com ninguém e com caridade para com todos”.

“Exorto-vos a serem humildes instrumentos do Senhor, ao serviço das vítimas de abusos, vendo-as como companheiras e protagonistas de um futuro comum, aprendendo uns com os outros a ser mais fiéis e resilientes para que, juntos, possamos enfrentar os desafios do futuro”, concluiu.

Lusa

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.