África com mais 992 mortes e 23.215 infetados nas últimas 24 horas

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África registou 992 mortes associadas à covid-19 nas últimas 24 horas, elevando para 205.813 o total de óbitos desde o início da pandemia, e 23.215 novos infetados, de acordo com os dados oficiais mais recentes.

Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o total acumulado de casos no continente desde o início da pandemia é agora de 8.119.719 e o de recuperados é de 7.409.626, mais 23.451 nas últimas 24 horas.

A África Austral continua a ser a região mais afetada do continente, com 3.833.979 casos e 107.593 óbitos associados à covid-19. Nesta região, encontra-se o país mais atingido pela pandemia, a África do Sul, que contabiliza 2.873.415 casos e 85.779 mortes.

O Norte de África, que sucede à África Austral nos números da covid-19, atingiu hoje 2.472.704 infetados com o vírus SARS-CoV-2 e 66.044 mortes associadas à doença.

A África Oriental contabiliza 951.558 infeções e 19.675 mortos, e a região da África Ocidental regista 632.503 casos de infeção e 9.250 mortes. A África Central é a que tem menos casos de infeção e de mortes, 228.975 e 3.251 respetivamente.

A Tunísia, o segundo país africano com mais vítimas mortais a seguir à África do Sul, regista 24.383 mortes e 697.421 infetados, seguindo-se o Egito, com 16.921 óbitos e 295.051 casos, e Marrocos, que contabiliza o segundo maior número de infeções em todo o continente, 913.423 casos, mas menos mortes do que os dois países anteriores, 13.775 óbitos associados à doença.

Entre os países mais afetados estão também a Argélia, com 5.656 óbitos e 201.017 pessoas infetadas, a Etiópia, com 5.059 vítimas mortais e 328.735 infeções, e o Quénia, com 4.961 mortes associadas à doença e 245.337 contágios acumulados.

Em relação aos países de língua oficial portuguesa, Moçambique contabiliza 1.902 mortes associadas à doença e 149.804 infetados acumulados desde o início da pandemia, seguindo-se Angola (1.371 óbitos e 51.827 casos), Cabo Verde (327 mortes e 36.891 infeções), Guiné Equatorial (137 óbitos e 11.063 casos), Guiné-Bissau (130 mortos e 6.053 infetados) e São Tomé e Príncipe (42 óbitos e 2.984 infeções).

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito, em 14 de fevereiro de 2020, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A covid-19 provocou pelo menos 4.656.833 mortes em todo o mundo, entre mais de 226,31 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

As pessoas que sobreviveram ao ebola durante uma epidemia podem sofrer recaída e desencadear surtos pelo menos cinco anos após a infecção, sugere um estudo.

“Demonstramos claramente que, até mesmo depois de quase cinco anos (…), podem surgir novas epidemias através da transmissão por humanos infectados durante uma epidemia anterior”, revelou um estudo publicado na quarta-feira na revista científica Nature.

Os autores chegaram a essa hipótese após analisar as amostras de vírus retiradas de doze pacientes infectados durante a última epidemia este ano na Guiné.

Esta epidemia terminou em junho e deixou seis mortos. A cifra é baixa se levado em consideração que esta doença é relativamente pouco contagiosa, mas muito letal.

A epidemia de anos antes foi muito mais mortal, a pior da história do vírus, com mais de 11.000 mortos entre 2013 e 2016 na Guiné e nos países vizinhos.

No entanto, em cinco anos, o vírus mudou muito pouco. Esta é a conclusão a que chegaram os pesquisadores de três laboratórios (dois na Guiné e um no Senegal), que sequenciaram os vírus que originaram a epidemia de 2021; isto é, eles fizeram um retrato detalhado a partir do seu genoma.

Foi uma surpresa: seria de se esperar que o vírus sofresse muito mais mutações com o passar dos anos.

Por que? Como surgem as epidemias desta doença?

O vírus circula em algumas espécies de morcegos, que o transmitem a outros animais como os macacos. Estes, por sua vez, contagiam as pessoas.

A maioria dos epidemiologistas consideram que assim é como surgem as epidemias provocadas pelo vírus ebola. Mas o estudo publicado nesta quarta-feira o põe em dúvida.

Se a epidemia de 2021 tivesse sido causada pela transmissão de um animal para o ser humano, então é provável que o vírus fosse muito diferente ao de 2013-2016.

Neste caso, viria de outra cepa que na cadeia de contágios (entre animais e depois aos humanos) teria sofrido várias mutações.

– Risco de estigma –

Os autores do estudo avaliam que o vírus permaneceu no corpo dos pacientes infectados anos antes. Teria sido novamente ativado, desencadeando, assim, uma epidemia.

Não é uma hipótese completamente nova. Já se sabia que o vírus pode permanecer no organismo. O chamativo é que seja capaz de causar uma nova doença tanto tempo depois da primeira infecção.

“É um novo paradigma: a possibilidade de um contágio a partir de um indivíduo infectado durante uma epidemia pode ser o ponto de partida de um novo surto”, explica à AFP Alpha Keita, um dos principais autores.

Não há provas absolutas de que este seja o caso, mas os dados publicados nesta quarta se inclinam nesta direção. Alguns pesquisadores que não participaram do estudo também pensam assim.

São “resultados impressionantes e importantes”, avalia Trudie Lang, especialista em saúde global da Universidade de Oxford, contactada pela AFP através do Science Media Center britânico.

“Esta nova epidemia parece ter sido um ressurgimento da anterior e não uma nova”, afirma.

Mas, restam “muitas incertezas”, relativiza. “O que faz com que a infecção latente se torne uma infecção em toda regra e como estes casos devem ser geridos?”

A hipótese de um vírus latente em alguns sobreviventes tem repercussões na saúde pública, visto que os antigos pacientes vão precisar de acompanhamento.

E os autores do estudo e outros pesquisadores temem que os sobreviventes vivam com o estigma de indivíduos perigosos.

Lusa

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