João Lourenço diz que não se constrói o país em dez anos

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O Presidente angolano disse hoje que um país não se constrói em dez anos, tempo de mandato permitido constitucionalmente, e que vem cumprindo as suas promessas eleitorais.

João Lourenço, que falava à imprensa no final da cerimónia de inauguração do Polo de Desenvolvimento Industrial de Saurimo, na província angolana da Lunda Sul, referiu que se trata de “um processo” e se considerar que o seu dever foi cumprido “já não há mais nada a fazer”.

“Ficaríamos por aqui e a intenção não é ficarmos por aqui. O dever vem sendo cumprido, a intenção é replicar esse centro para outros pontos do país, não ficarmos apenas pela cidade de Saurimo”, realçou.

O chefe de Estado angolano, que completou esta semana quatro anos de eleição, reforçou que “não importa o que o Presidente pode fazer”, porque “não se constrói um país em dez anos”.

“É o máximo que a Constituição lhe permite, um país não se constrói em dez anos, cada um deve fazer a sua parte e passar o testemunho a quem o vier substituir. Significa dizer que há coisas que fazemos e vamos inaugurar, o que está a acontecer agora, por exemplo, há coisas que vamos começar e será outro cidadão angolano a inaugurá-las e não importa quem seja a pessoa, o importante é que o executivo possa trabalhar para o desenvolvimento do nosso país”, salientou.

João Lourenço, que se deslocou desde quinta-feira às províncias diamantíferas da Lunda Sul e Lunda Norte, realçou que o processo de eletrificação do leste do país está em curso, destacando a obra do aproveitamento hidroelétrico de Luachimo, que está próximo de ficar concluído.

Segundo o chefe de Estado angolano, este empreendimento, que visitou quinta-feira, deverá ficar concluído no próximo ano, apesar de alguns atrasos, sobretudo de ordem financeira.

“Mas vamos encontrar a solução para a remoção deste constrangimento, de forma a que efetivamente esse importante empreendimento para a província da Lunda Norte fique realizado”, frisou.

“Por outro lado, estamos também a trabalhar no sentido de interligar os vários sistemas elétricos, o sistema norte ao sistema leste, para trazer energia das fontes de produção, de Laúca, de Caculo-Cabaça, quando ficar pronta, com linhas de transporte de energia, para os pontos que são essencialmente pontos de consumo, porque não têm capacidade de produção de energia em quantidade suficiente”, acrescentou.

No que se refere à educação, João Lourenço garantiu que o Governo também está atento a essa questão, no sentido de levar “o ensino superior de qualidade para todos os cantos do país”.

“Está dentro dos nossos planos e, à medida que vamos conseguindo recursos financeiros necessários para o cumprimento deste desejo, vamos fazê-lo. Portanto, queremos um país desenvolvido, não diria por igual, mas sem discriminação. Ontem dizia ao bispo da Lunda Norte que o executivo não tem filhos e enteados, só tem filhos. Tem que trabalhar, tem que tratar a todos por igual, ninguém se deve sentir discriminado, porque efetivamente não existe essa intenção de discriminar nenhum povo, de discriminar nenhuma região do nosso país”, afirmou.

As duas províncias vêm reivindicando há vários anos maior autonomia e benefícios da produção de diamantes para os habitantes locais, o que tem originado algumas vezes protestos populares.

Lusa

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