Angola pode em breve ver o problema das vacinas resolvido

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Angola que suspendeu a aplicação da primeira dose no processo de vacinação contra a covid-19 por escassez de vacinas, estando também milhares de pessoas à espera da segunda dose, pode em breve ver esse problema resolvido. Os criadores da Sputnik V prometeram nesta quarta-feira (4) resolver, ainda em agosto, os atrasos que se registam nas entregas.

“Graças ao aumento significativo da capacidade de produção de vacinas, os atrasos temporários na entrega do segundo componente — que ocorreram por causa desse aumento de produção– serão completamente resolvidos em agosto”, disse num comunicado enviado à AFP o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RDIF), que financiou o desenvolvimento da Sputnik V.

A Rússia “estabeleceu associações de produção em 14 países e vai dobrar sua capacidade em setembro, graças às associações com os melhores produtores, incluindo o Serum Institute da Índia, o maior produtor de vacinas do mundo”, disse o RDIF.

Esses atrasos foram agravados pelo fato de a Sputnik V, ao contrário de outras vacinas, ser composta por duas doses distintas que não podem ser misturadas, o que deixa a população que ainda não recebeu a segunda dose semivacinada.

Em Angola, milhares de pessoas aguardam há mais de dois meses pela segunda dose.

De acordo com Franco Mufinda, em declarações à Lusa em maio do corrente ano, o intervalo de administração da Sputnik V é de três semanas, podendo ir até três meses. Os estudos mais recentes aconselham o intervalo entre 21 e 45 dias para um melhor alcance da imunidade, adiantou.

Por sua vez, a diretora nacional de Saúde Pública, Helga Freitas, reforçou, na altura, que a primeira dose da Sputnik V tem o antigénio humano 26 e a segunda dose o antigénio humano 5, por isso “não pode nunca a pessoa estar imunizada com apenas uma dose”.

“As pessoas devem fazer a primeira e a segunda dose porque senão não estão imunizadas e não vamos conseguir ter uma imunização de grupo e alcançar a imunidade do nosso país, que é o que nós de facto pretendemos”, disse.

Em março deste ano, o Presidente da República, autorizou a compra de 6 milhões de doses da vacina russa, uma despesa que custou aos cofres públicos 111 milhões de dólares.

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