Sindicato e ex-funcionários acusam associados da Chevron de falsificar documentos

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

A multinacional americana Chevron, operadora do campo petrolífero de Cabinda, está a ser associada a um esquema de falsificação de documentos e de identidades que visa obstruir processos judiciais para não indemnizar trabalhadores despedidos em Angola.

As acusações são do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petrolífera e Afins de Cabinda e de ex-funcionários da companhia que apresentaram na justiça angolana uma queixa-crime contra altos funcionários da Chevron e profissionais afectos à firma Advogados Fátima Freitas.

Nos dois processos, as procurações forenses exibidas pelos autores tentam impedir o pagamento de uma indemnização a um trabalhador indevidamente despedido por doença profissional e de obstrução da justiça em demandas contra a Chevron.

O esquema, de acordo a documentos a que a VOA teve acesso, é alegadamente imputado ao director do Gabinete Jurídico e Negociações da Chevron e de advogados afectos à firma Fátima Freitas.

Para os sindicatos, não se percebe porque nas acções judiciais contra a Chevron, que tem uma relação directa com os trabalhadores, aparece a Cabinda Gulf, como se empregador fosse.

André Capita, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petrolífera e Afins de Cabinda, diz que o esquema vem de longe.

Nos documentos, Cristian Nunez assina como vice-presidente da Cabinda Gulf Oil Company Limited (Cabgoc), sucursal de Angola, com sede no edifício da Chevron, e apresenta declarações das Ilhas Bermudas.

Para Januário Sumbo, ex-funcionário da Chevron despedido por doença profissional, a Procuradoria-Geral da República já devia ter detido “os autores desta falsificação” e acusa aquela instância de denegação da justiça, “por considerar haver um esquema fraudulento para obstruir a justiça angolana”.

Contactado pela VOA, Cristian Castro agradeceu, mas disse não poder prestar nenhum depoimento por ser de reserva exclusiva da Chevron.

A Cabinda Gulf Oil Company Limited, através do seu director de Relações Públicas, Renato Almeida, afirmou que não vai fazer comentários sobre litígios em curso.

A VOA contactou o escritório de advogados Fátima Freitas, mas sem sucesso.

Da mesma forma, por email, solicitamos ao diretor-geral da Cabgoc, Derek Dupree Magness, um posicionamento, mas não obtivemos qualquer resposta.

VOA

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.