Angola lapida menos de 5% dos diamantes que produz

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O país tem capacidade para lapidar menos de cinco por cento do diamante produzido em Angola, facto que tem motivado a exportação da maior parte da produção deste mineral em bruto, considerou esta quarta-feira, em Luanda, o secretário executivo da Comissão Nacional do Processo Kimberley, Estanislau Buio.

O Guardião

Ao dissertar sobre o tema “Contribuição de Angola no sistema de certificação do Processo Kimberley e as reformas em curso”, enquadrado no seminário de capacitação para jornalistas económicos, referiu que as quatro fábricas de lapidação existente no país ainda “não conseguem transformar os 20% da produção atribuída pelo Código da Política de Comercialização de Diamantes”.

Segundo esse código, 60% da produção de diamantes é do produtor, 20 por cento é atribuída à Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam) e 20% para as fábricas de lapidação.

Conforme Estanislau Buio, o país ganharia mais receitas se a metade ou maioria parte da produção fosse transformada localmente, exportando o produto acabado.

“Enquanto não haver capacidade suficiente para lapidação no país, ainda temos de exportar o diamante bruto”, acrescentou.

Para aumentar a capacidade de lapidação e valorizar cada vez mais os diamantes angolanos, está a ser construído o Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo (PDDS), localizado na província mineira da Lunda Sul.

Esse pólo, a ser inaugurado ainda este ano, vai reunir num só espaço fábricas de lapidação, escritórios, centro de formação e as empresas do sector público e privado, visando estimular o crescimento e tirar partido do potencial do sub-sector dos diamantes.

Com uma capacidade de produção de mais de oito milhões de quilates por ano, Angola é o quinto maior produtor mundial de diamantes, com 13 por cento da extracção deste mineral, tendo as províncias da Lunda-Norte e Lunda-Sul como as principais áreas de exploração diamantífera. Em África, o país ocupa a segunda posição, a seguir ao Botswana.

Para reforçar a capacitação dos profissionais da comunicação social no domínio diamantífero, a Associação do Jornalistas Económicos de Angola (Ajeco) promoveu, esta quarta-feira, um seminário sobre a certificação de diamantes angolanos.

Na ocasião, os jornalistas reflectiram em torno da “Contribuição de Angola no sistema de certificação do Processo Kimberley e as reformas em curso”, “Enquadramento jurídico estrutural do Processo Kimberley” e “Estatística mundial do Comércio de Diamantes: posição de Angola no ranking”.   

Reformas previstas no Processo Kimbeley

No âmbito das acções de reformas do Processo Kimberley, os países membros prevêem a extensão da definição do “Diamante de Conflito”, que visa condenar a exploração de crianças na actividade diamantífera, assim como sancionar a desvalorização da força de trabalho.

Os membros pretendem também a criação do secretariado permanente e do fundo de doadores, revisão dos documentos nucleares do Sistema de Certificação do Processo Kimberley e revisão de mecanismos de visitas periódicas nos países participantes.

No próximo encontro, a ter lugar em Novembro deste ano, Angola apoia a candidatura do Botswana para assumir o Secretariado Permanente do Processo Kimberley, para que os conflitos existentes em alguns países diamantíferos sejam resolvidos de forma mais céleres em África, segundo o secretário executivo da Comissão Nacional do Processo Kimberley, Estanislau Buio.

O Processo Kimberley é o órgão que garante a certificação dos diamantes vendidos em todo mundo, assegurando que os mesmos não são provenientes de zonas de conflitos.

Angola, membro do Processo Kimberley desde 2003, exerceu a presidência em 2015 e a vice-presidência em 2014.

Angop

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