Cuba bate recorde de casos diários e cubanos pedem ajuda à ONU

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Cuba bateu hoje o recorde de novos casos de covid-19, pelo segundo dia consecutivo, no dia em que uma centena de cubanos se manifestaram em frente à sede da ONU pedindo uma “intervenção humanitária”.

O número de mortes diárias com covid-19 em Cuba subiu hoje para 66 e o número de novas infeções foi de 7.784, segundo um relatório do Ministério de Saúde Pública, quando o país atravessa a terceira e pior vaga da pandemia, tendo já registado 316.383 casos de infeção, incluindo 2.203 mortes, desde o início da crise sanitária.

Em Genebra, Suíça, frente à sede da ONU, cerca de 100 cubanos pediram à alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, uma “intervenção humanitária”, alegando que o Governo de Havana não consegue conter a pandemia.

Os cubanos, residentes na Suíça e em outros países europeus vizinhos, gritaram ‘slogans’ como “Pátria e vida!” ou “Abaixo o comunismo!”, e leram uma carta a Bachelet na qual destacavam a situação extrema que a ilha vive perante o forte aumento de casos de covid-19.

Entre os participantes estavam membros da Associação para a Democracia em Cuba (ADC), que realizou vários comícios nas Nações Unidas desde o início dos protestos na ilha, em 11 de julho.

“Exigimos uma intervenção perante a crise sanitária que o povo cubano sofre, com a negligência do Governo, que usa a covid-19 como mecanismo de repressão”, disse o biólogo Ariel Ruíz Urquiola, um dos participantes do protesto.

Ruíz denunciou que, dos 8.500 milhões de dólares (cerca de 7,2 milhões de euros) que o Governo de Cuba recebe por ano para o envio dos seus médicos para outros países, “só 01% é reinvestido na saúde pública cubana”.

Na semana passada, a alta-comissária Bachelet pediu a Havana a libertação urgente de todos os presos por “exercerem o seu direito à liberdade de reunião, opinião e expressão pacíficas”, referindo-se aos manifestantes que foram detidos nas recentes manifestações contra o regime cubano.

A situação pandémica tem-se agravado e são já 60.994 as pessoas internadas em hospitais, 20.118 com sintomas suspeitos e o restante sob vigilância epidemiológica.

Nas áreas de maior risco de Cuba, incluindo a capital, estão a ser realizados estudos de intervenção sanitária, com a Abdala e a Soberana 02, duas das cinco vacinas que Cuba está a usar contra o novo coronavírus.

Com eficácia de 92,2% em ensaios clínicos, a Abdala já possui autorização de emergência para uso, sendo a primeira vacina da América Latina contra a covid-19.

A Soberana 02 ainda aguarda a autorização, depois de mostrar eficácia de 91,2% com um esquema de duas doses e um suplemento extra de Soberana Plus, outro dos compostos que os cientistas da ilha estão a investigar.

Mais de três milhões de cubanos, dos 11,2 milhões que vivem na ilha, receberam pelo menos uma dose dessas fórmulas como parte de ensaios clínicos e estudos de intervenção desenvolvidos paralelamente ao de saúde.

Cuba não comprou vacinas no mercado internacional, nem faz parte do mecanismo Covax, da OMS, criado para que países em desenvolvimento tenham acesso a elas.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.139.040 mortos em todo o mundo, entre mais de 192,5 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

Lusa

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