País já tem estratégia para transição energética

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Angola já tem uma estratégia nacional de biocombustíveis, visando a transição energética das fontes primárias de energias fósseis para as renováveis, informou o secretário de Estado dos Petróleos, José Barroso.

De acordo com o responsável, esta matéria está inserida num dossier que envolve vários departamentos ministeriais.

Em relação aos combustíveis, José Barroso disse estarem a acompanhar as empresas do sector, no mercado nacional, que dão passos para a mudança nas energias fósseis (petróleo e gás) para as renováveis (solar, eólica e hidroeléctrica).

O secretário de Estado, que respondia algumas preocupações colocadas por jornalistas, nessa segunda-feira (19), após a apresentação do relatório de actividades dos três anos do Instituto Regulador de Derivados de Petróleo (IRDP), referiu que a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) também foi criada para a análise e formulação de políticas e estratégias desta iniciativa de energias renováveis.

Salientou que a forçou que a ANPG está a dar passos para a formação de um grupo de trabalho que vai dedicar-se a esta temática.

“Estamos a dar os pequenos passos para depois termos capacidade de elaborar uma estratégia que seja sustentável”, sublinhou, realçando que a Sonangol, no quadro da sua regeneração, criou uma estratégia de negócios de gás e energia, dando os primeiros passos no desenvolvimento de soluções viradas para energias limpas.

A Angop sabe que a petrolífera nacional firmou parcerias com a ENI (Itália) e a Total (França), para o desenvolvimento de projectos de energia solar, num investimento na ordem dos 83.7 milhões de dólares,   em implementação no Sul de Angola (Huila e Namibe), com uma produção em rede pública prevista para 2022.

Trata-se de obras em fase de execução nas regiões da Quilemba (Huila, com USD 36,7 milhões) e de Caraculo (Namibe, com USD 37 milhões), em parceria com as firmas Eni (da Itália) e Total (França), com a instalação de  projectos de energias renováveis fotovoltaicas de 37 megawatts (em Quilemba) e de 25 (em Caraculo), respectivamente.

Ainda no quadro da transição, José Barroso referiu que alguns países da Europa, até 2030, começam a deixar de produzir carros à gasolina e gasóleo, o que vai exigir empenho nos programas e projectos de refinação, para que o país tenha capacidade com vista a manter o seu parque automóvel.

Por isso, disse, é  precisa capacitar o país para que, enquanto tiver capacidade de produzir internamente hidrocarbonetos, tenha capacidade de refinar”.

No seu ponto de vista, o país não terá muitas facilidades, num futuro próximo, para mudanças do parque automóvel e industrial.

“Naturalmente, iremos conviver com a necessidade de irmos usando os produtos derivados de petróleo para a nossa vida diária”, admitiu.

Muitos países procuram  alcançar a  transição energética, ou seja, a passagem de uma matriz energética focada nos combustíveis fósseis para uma com baixa ou zero emissões de carbono, baseada em fontes renováveis.

A Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA) estima que a procura por energia fóssil, incluindo petróleo e gás, comece a diminuir já a partir de 2025, levando o mercado a consumir mais energias renováveis do que as fósseis, a partir de 2050.

As energias renováveis são tidas como mais baratas.

Angop

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