Wall Street fecha em baixa pior sessão desde outubro com avanço da pandemia

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A bolsa nova-iorquina viveu ontem a sua pior sessão desde outubro de 2020 e encerrou em baixa nítida, com os investidores preocupados com o avanço da pandemia do novo coronavirus, em particular da variante delta.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 2,09%, para os 33.962,04 pontos.

Da mesma forma, o tecnológico Nasdaq recuou 1,06%, para as 14.274,98 unidades, e o seletivo S&P500 caiu 1,59%, para as 4.258,49.

A descida relevante no segmento acionista foi compensada pelo aumento dos investimentos obrigacionistas, com o rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA a 10 anos a baixar para 1,17%, o nível mais baixo desde fevereiro, dos 1,29% de sexta-feira.

Desta forma, os investidores reagiram às notícias de avanço da pandemia a nível mundial, designadamente da sua variante delta, que os analistas receiam que venha a prejudicar o crescimento da economia internacional.

Nos EUA, registou-se uma média diária de 30 mil novos casos de coronavirus na semana passada, que comparam com 11 mil no mês de junho, segundo as estatísticas dos Centros de Controlo e Prevenção das Doenças do país (CDC, na sigla em Inglês).

“Os investidores parecem prontos a adotar uma posição mais defensiva, enquanto se assiste a uma desaceleração dos resultados empresariais e do crescimento global”, considerou o chefe da estratégia de investimento da Morgan Stanley, Mike Wilson, em nota de análise.

Já Art Hogan, responsável pela estratégia da National Securities, disse: “Os investidores estão concentrados nas restrições ligadas ao coronavirus e no que isso significa para a atividade económica”.

Este analista citou “uma acumulação de más notícias” nos últimos dias, entre turistas banidos do espetáculo dos Jogos Olímpicos, em Tóquio, e o regresso da exigência do uso de máscara em Los Angeles. “As pessoas estão a pensar que outras regiões (nos EUA) vão seguir-se”, avisou.

“Os investidores parece que se querem proteger do risco” ao procurarem a dívida pública, sublinharam os analistas da Schwab.

As tensões entre a China e os EUA, em torno das “ciber atividades malévolas” de Pequim, segundo Washington, também influenciaram a disposição dos investidores.

Os 11 setores do S&P500 terminaram todos em baixa, desde logo o da energia, no seguimento da decisão dos produtores de petróleo aumentarem a extração, quando o mercado se interroga sobre a procura.

Lusa

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