Pelo menos sete mortos e 200 detidos em distúrbios na África do Sul

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Pelo menos 200 pessoas foram detidas e sete morreram nas ações violentas que afetam pelo quinto dia consecutivo várias áreas do KwaZulu-Natal e Gauteng, na África do Sul, divulgou hoje a polícia sul-africana.

De acordo com a polícia, pelo menos cinco pessoas morreram em distúrbios armados na Grande Joanesburgo e outras duas no KwaZulu-Natal desde o início das ações violentas na passada quinta-feira.

Pilhagens a lojas e centros comerciais, assaltos, intimidação, confrontos armados com as forças de segurança e veículos incendiados prosseguiram na manhã desta segunda-feira, pelo quinto dia consecutivo, nomeadamente na capital económica Joanesburgo, onde reside a maioria dos emigrantes portugueses.

Médicos de uma clínica hospitalar no bairro de Hillbrow, em Joanesburgo, relataram a entrada de um bebé de seis meses com um tiro na cabeça, um homem esfaqueado até quase à morte, violência entre pacientes hospitalizados e uma tentativa de assalto da clínica por um ‘gang’ local, salientando que “o cenário é de guerra”.

Em Durban, as forças policiais confrontaram na manhã de hoje, com munição real, manifestantes armados na autoestrada N2, segundo a imprensa local.

“Há pilhagens no centro da cidade. Pessoas em áreas do KwaZulu-Natal estão a juntar-se, e a armarem-se com armas de fogo, tacos de golfe e bastões de críquete. As tensões estão ao rubro”, relatou esta manhã uma repórter do portal sul-africano News24 na cidade portuária de Durban.

No norte da cidade de Pietermaritzburg, capital do KwaZulu-Natal, província que faz fronteira com Moçambique, grupos armados montaram operações de segurança à entrada de estabelecimentos comerciais e áreas residenciais, adiantou.   

Os incidentes começaram na província oriental KwaZulu-Natal, onde nasceu o antigo chefe de Estado sul-africano Jacob Zuma, após este ter sido detido na sua residência, em Nkandla, na quarta-feira à noite pelas forças de segurança, para cumprir uma pena de prisão de 15 meses por desrespeito a uma ordem do Tribunal Constitucional, a mais alta instância judicial do país.

Na sexta-feira, os distúrbios alastraram-se a várias áreas de Joanesburgo, a maior cidade do país, na província de Gauteng, onde se situa também a capital da África do Sul, Pretória, e onde se localizam vários albergues dos Zulus, o maior grupo étnico do país.

O líder do principal partido na oposição na África do Sul, o Aliança Democrática (DA, na sigla em inglês), John Steenhuisen, instou hoje o Governo a destacar as Forças Armadas para colocar fim à atual onda de violência e “pilhagens gratuitas” no país.

O líder da oposição sul-africana criticou a “relutância” do Presidente Cyril Ramaphosa em “agir decisivamente” para resolver a “guerra interna” no Congresso Nacional Africano (ANC, sigla em inglês), o partido no poder na África do Sul desde 1994.

“O que estamos a constatar agora da parte das forças de segurança é uma resposta frenética e descoordenada à violência, em oposição a uma abordagem focada com base em serviços de informações”, referiu.

Lusa

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.