“Nós somos um país soberano e a SADC respeita isso”

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O Presidente moçambicano reiterou hoje que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral [SADC] abriu espaço para que o país recebesse apoios bilaterais no combate contra o terrorismo em Cabo Delgado, considerando que o país é soberano.

“Nós somos um país soberano e a SADC respeita isso”, declarou Filipe Nyusi, falando durante uma visita a unidades militares posicionadas na província de Sofala, no Centro de Moçambique.

Em causa está a chegada, na sexta-feira, de um contingente de mil homens do Ruanda, destacado para apoiar as forças moçambicanas no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, num momento em que o país espera a chegada da força conjunta designada pela SADC nos próximos dias.

A chegada, primeiro, de tropas ruandesas foi criticada pela ministra da Defesa da África do Sul, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, que disse, no sábado, “lamentar” que “aconteça antes de a SADC ter destacado a sua força”.

“Independentemente do acordo bilateral, seria expectável que a intervenção do Ruanda para ajudar Moçambique acontecesse no âmbito do mandato regional decidido pelos chefes de Estado da SADC”, declarou a governante, em entrevista à televisão pública sul-africana SABC.

No seu discurso de hoje, Filipe Nyusi esclareceu que a SADC aceitou que Moçambique trabalhasse de forma bilateral nos esforços para travar o terrorismo em Cabo Delgado na mesma cimeira em que foi aprovada a intervenção daquela organização regional.

“Vamos trabalhar com mos nossos irmãos do Ruanda e a SADC também está a chegar”, afirmou Filipe Nyusi, frisando, no entanto, que quem vai liderar o combate contra os grupos rebeldes em Cabo Delgado são os moçambicanos, que bem conhecem o terreno.

A chegada de tropas ruandesas para apoiar as forças moçambicanas também foi criticada pelo principal partido de oposição (Renamo), que acusa o executivo de violar a Constituição por não ter colocado o assunto no parlamento.

Grupos armados aterrorizam a província desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo Estado Islâmico.

Há mais de 2.800 mortes segundo o projeto de registo de conflitos ACLED e 732.000 deslocados de acordo com as Nações Unidas.

Lusa

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