PAM alerta para “emergência de fome” se não houver “financiamento urgente”

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O Programa Alimentar Mundial (PAM) alertou hoje para o risco da crise de deslocados, que fogem à violência armada no norte de Moçambique, tornar-se numa “emergência de fome” caso não haja um “financiamento urgente”.

“O PAM avisa que, sem financiamento urgente, uma das crises de deslocamento de crescimento mais rápido no norte de Moçambique corre o risco de se tornar uma emergência de fome, à medida que as famílias continuam a fugir da violência insurgente”, alertou a organização numa nota enviada à comunicação social.

Segundo o PAM, o número de pessoas que sofrem de insegurança alimentar em Cabo Delgado poderá ascender aos 363 mil durante a estação de escassez, que começa em outubro, sendo as crianças as mais afetadas.

A maior parte dos deslocados que fugiram aos ataques armados em Palma estão a ser hospedados em distritos vizinhos, por pessoas que vivem em condições precárias, avançou o PAM, referindo que a situação cria uma “pressão adicional sobre os recursos já escassos das comunidades anfitriãs”.

“Essas comunidades inocentes agora dependem completamente do PAM e de nossos parceiros para fornecer alimentos que salvam vidas e ajudá-las a se reerguerem. Não devemos dececioná-los”, disse David Beasley, diretor executivo do PAM, citado na nota.

O PAM alertou ainda para o risco de interromper a assistência aos deslocados em agosto “se nenhum dinheiro adicional for recebido”, reiterando o apelo de 121 milhões de dólares (102 milhões de euros) até final deste ano.

“Com as famílias totalmente dependentes de apoio humanitário, uma interrupção na assistência alimentar tem o potencial de colocar a crise fora de controle”, frisou.

Cabo Delgado, província que acolhia o maior investimento privado em África para exploração de gás natural liderado pela Total (da ordem dos 20 mil milhões de euros), é assolado por ataques armados desde 2017, sendo alguns reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

O projeto está suspenso devido à insegurança na região.

A onda de violência já provocou mais de 2.800 mortes segundo o projeto de registo de conflitos ACLED e 732.000 deslocados de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Lusa

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