Julgamento de Netanyahu por corrupção adiado novamente, agora para 19 de julho

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A próxima audiência do julgamento por corrupção do ex-primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu foi adiada novamente após um pedido da defesa, ficando marcada para 19 de julho, anunciou hoje o Tribunal de Distrito de Jerusalém.

Esta audiência da fase probatória esteve inicialmente marcada para hoje e foi adiada para 12 de julho, sendo agora adiada novamente mais uma semana, depois da defesa de Netanyahu ter pedido mais tempo para analisar novos documentos apresentados como provas.

As testemunhas da acusação continuarão assim a ser ouvidas no próximo dia 19, o que segundo ‘media’ locais poderá demorar meses, tendo em conta que dois dias depois se iniciam as férias judiciais, informou a agência noticiosa espanhola EFE.

Netanyahu, cujo julgamento começou em maio de 2020, é acusado de suborno”, “fraude” e “abuso de confiança” em três casos de corrupção, os dossiês “1000”, “2000” e “4000”.  

No primeiro o ex-chefe do governo israelita é acusado de aceitar presentes de dois milionários, incluindo para a sua família, em troca de favores, enquanto o segundo diz respeito a um alegado pacto com o proprietário do Yedioth Ahronot, o maior jornal do país, para uma cobertura mais positiva em troca de legislação para prejudicar o jornal gratuito Israel Hayom.

No conhecido como “caso 4000”, Netanyahu é acusado de ter favorecido a empresa de telecomunicações israelita Bezeq em troca de cobertura favorável pelo portal de notícias Walla, ambos controlados pelo mesmo empresário, Shaul Elovitch.

A atual fase do julgamento começou no início de abril com a audição da primeira testemunha, Ilan Yehoshua, antigo diretor-geral do portal eletrónico Walla.

“Era claro que éramos um ‘site’ que fazia o que o gabinete do primeiro-ministro nos dizia para fazer”, afirmou Yehoshua aos juízes.

Segundo a testemunha, era pedido ao Walla que publicasse artigos contra os principais rivais de Netanyahu, incluindo Naftali Bennet, o atual primeiro-ministro.

Na mesma audiência, a procuradora principal Liat Ben-Ari acusou Netanyahu de ter usado o poder de “forma ilegítima” para favorecer “assuntos pessoais”.

O ex-primeiro-ministro, que saiu do tribunal antes da audição da testemunha, reagiu no mesmo dia, acusando os procuradores do julgamento de o quererem destituir.

 Numa altura em que o seu partido Likud tinha vencido as últimas legislativas em Israel, as quartas em dois anos, Netanyahu disse que o processo contra ele ameaçava minar a vontade dos eleitores do país.

“Uma tentativa de golpe é parecida com isto”, declarou.

Primeiro chefe de Governo da história de Israel a enfrentar acusações criminais durante o seu mandato, Benjamin Netanyahu, 71 anos, 15 dos quais no poder, sempre as rejeitou, designando o processo de uma “caça às bruxas”.

Entretanto um novo executivo israelita, chefiado por Naftali Bennett, tomou posse em meados de junho.

O julgamento de Netanyahu, incluindo os recursos, pode prolongar-se por vários anos.

Lusa

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