Palestinos exigem a destituição de Mahmud Abas

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Centenas de palestinos exigiram a destituição do presidente Mahmud Abbas numa manifestação realizada na Cisjordânia neste sábado (3), motivada pela morte de um ativista em junho.

Os parentes de Nizar Banat, que morreu depois que as forças de segurança palestinas invadiram sua casa e o prenderam violentamente, encabeçaram as manifestações em Ramalah, sede da Autoridade Palestina presidida por Abbas.

Tanto a mãe de Banat como muitos manifestantes carregavam retratos do ativista, famoso por denunciar a suposta corrupção da Autoridade Palestina. Outras pessoas exibiam cartazes com a frase “Abbas, vai embora”, observou um jornalista da AFP.

“Esta manifestação é uma mensagem de lealdade a Nizar Banat e para as autoridades, que devem levar a justiça os responsáveis por sua morte”, declarou à AFP Hassan Khreishah, ex-chefe do Conselho Legislativo Palestino.

A polícia palestina e forças de segurança fizeram um cordão de segurança nas ruas que levam ao escritório de Mahmud Abbas.

Ao mesmo tempo em Hebron, o Fatah, partido de Abbas, convocou manifestações de apoio ao líder palestino.

A morte de Banat em 24 de junho deu lugar a dias de protestos na Cisjordânia ocupada e resultou em forte indignação a nível internacional.

O militante, de 43 anos, tinha se apresentado às eleições parlamentares palestinas que deviam acontecer em maio, mas que foram postergadas indefinitivamente por Abbas.

De acordo com a autópsia, Banat sofreu golpes na cabeça, no peito, no pescoço, nas pernas e nas mãos. Menos de uma hora se passou entre sua prisão e morte.

Na segunda-feira, a família de Banat afirmou que rejeitaria as conclusões de uma investigação oficial e pediu ajuda internacional.

O enviado especial das Nações Unidas para o Oriente Médio, Tor Wennesland, afirmou que “os autores da morte de Banat devem ser levados a justiça” e União Europeia exigiu “uma investigação completa, independente e transparente”.

Os Estados Unidos afirmaram estar “muito preocupados” pela morte e também pediram a investigação do caso.

AFP

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