Pedro Sánchez diz que nunca aceitará referendo de autodeterminação na Catalunha

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O Partido Socialista, que governa a Espanha, nunca aceitará um referendo de autodeterminação na Catalunha, a principal reivindicação do governo regional separatista com o qual o Executivo de Madrid deve retomar as negociações em setembro, afirmou, nesta quarta-feira (30), o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez.

“Não haverá referendo de autodeterminação”, declarou o chefe de Governo no plenário do Congresso, antes de acrescentar que o Partido Socialista, do qual é secretário-geral, “nunca, jamais aceitará este tipo de mudança”.

Para a organização de um eventual referendo legal de autodeterminação seria necessário que “aqueles que o defendem consigam convencer três quintos desta Câmara para modificar o artigo 2 da Constituição espanhola. E, posteriormente, os espanhóis e espanholas ratificassem esta mudança por meio de referendo”, explicou Sánchez.

Uma reforma do tipo na Constituição no momento atual é praticamente impossível, porque os três maiores partidos na Câmara (socialistas, os conservadores do PP e a extrema-direita do Vox) são contrários à medida.

As declarações de Sánchez foram feitas um dia depois do seu primeiro encontro oficial com o novo presidente regional da Catalunha, o independentista moderado Pere Aragonès.

Depois da aguardada reunião, Aragonès anunciou que a mesa de diálogo entre Madrid e o Executivo separatista regional, com o objetivo de encontrar uma saída para a crise na Catalunha, será retomada na terceira semana de setembro.

Os independentistas apresentam como reivindicação principal a organização de um referendo de autodeterminação nesta rica região do nordeste da Espanha, que tem 7,8 milhões de habitantes.

“Terá que acontecer um referendo, em caso contrário o conflito vai perdurar”, disse Aragonès nesta quarta-feira. Também lamentou que no momento “não há proposta” por parte do governo espanhol, apenas a recusa à consulta vinculante sobre a independência.

O dirigente regional também disse que a intenção do governo de Sánchez de ceder mais competências à Catalunha e favorecer os investimentos em infraestruturas na região é muito bem-vindo, mas “não serviria para resolver o conflito político”.

Em outubro de 2017, o governo regional, presidido na época pelo separatista Carles Puigdemont, organizou um referendo ilegal. Algumas semanas depois, as autoridades da Catalunha fizeram uma declaração unilateral de independência.

Em resposta, o governo central da Espanha, na época nas mãos dos conservadores, optou pela destituição do governo regional e uma intervenção na sua autonomia.

Num gesto de “reconciliação”, o governo de Pedro Sánchez concedeu indulto na semana passada a nove dirigentes independentistas que haviam sido condenados a penas de 9 a 13 anos de prisão por seus papéis na tentativa frustrada de independência.

AFP

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