Guterres apela a cessar-fogo “efetivo” na região etíope de Tigray

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O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse hoje que os acontecimentos em Tigray, na Etiópia, demonstram que não existe uma solução militar para a crise a apelou a um cessar de hostilidades “efetivo” na região.

“Os recentes acontecimentos na região de Tigray, da Etiópia, são extremamente preocupantes. Demonstram, uma vez mais, que não existe uma solução militar para a crise”, disse o antigo primeiro-ministro português.

Guterres revelou ainda que esteve em contacto com o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, e mostrou-se esperançado num cessar de hostilidades entre os separatistas da Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF) e o Exército federal da Etiópia.

“É essencial proteger os civis, que a ajuda humanitária chegue às populações necessitadas e que seja encontrada uma solução política”, frisou.

O Governo interino de Tigray saiu hoje de Mekele, deixando a região sem uma autoridade política e administrativa, com as forças leais aos separatistas a avançar sobre a cidade.

A agência Associated Press (AP) noticiou entretanto que os rebeldes, que há semanas tentavam recuperar o controlo da sua capital, Mekele, já estão na cidade, o que terá motivado Adis Abeba a emitir um comunicado no qual anuncia um cessar-fogo imediato e unilateral.

Os confrontos entre os separatistas da Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF) e o Exército federal da Etiópia, apoiado por militares das regiões vizinhas e da Eritreia, continuam, apesar dos pedidos de cessar-fogo.

A região do Tigray é palco de combates desde 04 de novembro de 2020, quando o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, enviou o Exército etíope para desalojar a TPLF, o partido eleito que então governava o estado no norte da Etiópia, e que vinha há vários meses a desafiar a autoridade de Adis Abeba.

Abiy, Prémio Nobel da Paz em 2019, justificou a operação militar como resposta a um ataque prévio das forças estaduais do Tigray a uma base do Exército federal.

Desde o início do conflito, milhares de pessoas morreram e quase dois milhões foram deslocadas internamente, enquanto pelo menos 75.000 fugiram para o vizinho Sudão, de acordo com números oficiais.

Lusa

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