Assimetrias regionais em Angola impedem coesão nacional — investigador

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

O professor catedrático angolano Carlos Mariano defendeu hoje que as “assimetrias regionais e de favorecimento de uns” no país “não contribuem para o conceito de unidade nacional”, considerando que Angola “está em fase incipiente” da sua construção nacional.

Segundo o historiador, Angola é um Estado pós-colonial “e, por inerência, a sua identidade, foi determinada pela potência europeia colonizadora e esta identidade foi forjada à revelia do consentimento das suas populações nativas”.

“O desafio que existe do Estado novo, moderno e atual, é conciliar esta identidade vernacular com a identidade política e jurídica criada com a ascensão deste território à condição de Estado soberano e independente”, disse hoje Carlos Mariano, em declarações à Lusa, à margem de um debate sobre “Memórias, Afirmações Identitárias e Sentimentos de Pertença” realizado hoje, em Luanda, pelo Centro de Estudos para a Boa Governação – UFOLO.

O docente considerou “paradoxal” Angola estar “ainda em fase incipiente da sua constituição e/ou organização”, passados quase meio século de independência, argumentando que “a vida ficou muito constrangida com os conflitos fratricidas” que existiram.

“As identidades da nacionalidade, supra e infranacionais em Angola: um contributo para a sua abordagem, sobretudo histórica” foi tema exposto no encontro por este professor angolano catedrático de patologia e investigador em história.

As “assimetrias regionais” são um problema, bem como a perceção dos cidadãos de que “alguns são favorecidos e outros não”, o que “também não contribui para o conceito da unidade nacional”, explicou.

“Portanto, é um esforço tremendo que temos que fazer, porque as populações nativas deste país foram caldeadas por uma potência estrangeira que assim entendeu, passar este legado, como uma unidade política única quando nós proclamamos a independência”, apontou o docente da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto.

O encontro enquadrou-se no ciclo de debates nacionais sobre “O que é ser angolano/angolana? Mentalidade e Aparências” da UFOLO – organização não-governamental presidida pelo jornalista e ativista cívico angolano, Rafael Marques.

Lusa

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.