1º Congresso Internacional da Mandioca inicia hoje em Malanje

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A província de Malanje acolhe, a partir desta sexta-feira (25), o 1º Congresso Internacional da Mandioca, com a participação de empresários do agro-negócio, agricultores, organizações internacionais e académicos, numa iniciativa do Ministério da Indústria e do Comércio, até ao dia 26 deste mês.

O evento vai reunir os principais intervenientes da cadeia de produção deste tubérculo, com o propósito de ampliar a percepção sobre a importância da mandioca, incentivar a sua industrialização e comercialização, como um produto versátil de múltipla utilização na alimentação humana, ração animal e uso na indústria.

Em termos específicos, o congresso augura estruturar a possibilidade legal de introduzir até 30% da farinha da mandioca como parte integrante da matéria-prima na produção do pão e outros derivados, bem como empoderar as famílias camponesas, aumentando a sua renda, mitigar os índices de pobreza das populações.

Tornar a mandioca num produto mais presente na dieta alimentar das famílias angolanas é outro dos propósitos desse fórum que se propõe “apresentar globalmente as principais zonas de maior produção nacional da mandioca, oportunidades de financiamento da sua cadeia de valor, as formas para a agro-industrialização e comercialização deste produto.

A ser realizado no formato presencial e via ZOOM, o evento vai incidir a abordagem na transformação da mandioca em subprodutos com impacto no circuito de comercialização de Angola, tendo como painel principal a “Promoção e Aceleração do Desenvolvimento industrial Sustentável e Inclusivo”.

A “Visão da FAO para impulsionar a mandioca como alimento do século 21”, a “Estratégia da União Africana na dinamização do desenvolvimento da Agricultura”, bem como as “Medidas e Política do Executivo Angolano voltadas à aceleração e valorização da agricultura familiar” também serão analisadas pelos congressistas.

Angola tem grande potencial de cultivo da mandioca, com uma produção acima de 10 milhões de toneladas por ano, colocando-se, assim, em terceiro lugar, atrás da Nigéria e dos Camarões a nível do continente africano.

O país consta do TOP 15 dos maiores produtores mundiais, tendo, por isso, uma grande oportunidade para que possa aumentar a sua produção nos próximos anos e aproveitar, de modo eficiente, a utilização dos seus derivados através da transformação industrial.

Desta feita, o sector definiu um programa específico para o aproveitamento da mandioca, através da sua promoção, bem como incentivos à compra, transformação e consumo dos vários produtos e seus derivados, como a farinha, a fuba, o bombo, ração, entre outras.

Para a FAO (Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), o país pode também ganhar com a introdução da mandioca na merenda escolar, além de usufruir de todas as suas utilidades para o desenvolvimento da indústria alimentar, saúde e outras utilidades.

Angop

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