Nacional Geographic reconhece a existência de quinto oceano

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A Sociedade National Geographic (NGS, na sigla em inglês) considerou que agora é necessário reconhecer a existência de cinco oceanos no nosso planeta.

O oceano Austral ou Antártico, um corpo de água gelada que circunda a Antártica, agora se juntará oficialmente ao Ártico, Atlântico, Pacífico e Índico nos mapas da sociedade, embora a mudança não seja reconhecida por todos.

Há, claro, apenas um oceano mundial interligado, mas tradicionalmente dividido em quatro regiões: o oceano Pacífico, Atlântico, Ártico e Índico.

Os cientistas sabem há muitos anos que as águas geladas ao redor da Antártica formam uma região ecológica distinta, definida pelas correntes e temperaturas oceânicas.

A decisão foi tomada em paralelo com as celebrações do Dia Mundial dos Oceanos na terça-feira (8) para reflectir aquilo que os cientistas, exploradores e geógrafos suspeitavam há muito: que as águas ao redor da Antártica são únicas e não podem simplesmente ser consideradas como extensões dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico.

“O oceano Austral é reconhecido há muito tempo pelos cientistas, mas como nunca houve acordo internacional, nunca o reconhecemos oficialmente”, referiu Alex Tait, geógrafo da Sociedade National Geographic, encarregado de manter o mapa da organização actualizado.

Tait diz que a Sociedade National Geographic sempre o indicou desde 1915, quando iniciou os mapas, mas de forma “um pouco diferente” dos outros oceanos.

“Esta mudança era dar o último passo, dizer que a queremos reconhecer por causa da sua diferença ecológica”, sublinhou.

Os cientistas estão confiantes que as águas ao redor da Antártica “formam uma região ecológica distinta”, que são definidas pela Corrente Circumpolar Antártica (ACC, na sigla em inglês). Nesta corrente, as águas são mais frias e menos salgadas, explicam. As águas densas também ajudam a armazenar carbono nas profundezas do oceano, desempenhando um papel enorme no funcionamento do clima e do sistema de circulação global da Terra.

A Sociedade National Geographic admite ter decidido actualizar a sua lista de oceanos “sem uma determinação oficial” da Organização Hidrográfica Internacional (IHO, na sigla em inglês), um órgão intergovernamental que tem trabalhado com a ONU para mapear as águas em todo o mundo.

A IHO não conseguiu chegar a acordo sobre a extensão desta região oceânica e o seu nome, apesar de ter reconhecido o oceano Austral em 1937. No entanto, a decisão foi revertida 16 anos depois.

Além da Sociedade National Geographic, o Bureau de Nomes Geográficos (BGN, na sigla em inglês) dos EUA tem usado a designação desde 1999, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos EUA reconheceu o oceano Austral em Fevereiro de 2021, e o mesmo aconteceu no serviço Google Maps, apesar de muitos dos seus usuários considerarem que isso vinha ocorrendo há anos.

Tait, que há muito tempo vem pressionando pela mudança, fica encantado ao ouvir pesquisadores e a imprensa referindo-se cada vez mais ao termo “oceano Austral”.

“É uma espécie de obsessão geográfica, de certa forma”, disse.

Angop

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