EUA pedem a China transparência sobre a origem do vírus

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O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, apelou hoje à China “cooperação” e “transparência” sobre a origem da covid-19, enquanto Washington tenta estabelecer se a doença pode ter vindo de um acidente num laboratório chinês.

Em conversa telefónica com o homólogo Yang Jiechi, Blinken sublinhou “a necessidade” de aprofundar a investigação dos especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) na China sobre a origem do novo coronavírus, após as críticas dirigidas à primeira missão, de acordo com um comunicado do Departamento de Estado dos EUA.

Blinken pediu também a Pequim para “cessar a campanha de pressão contra Taiwan” e “resolver pacificamente” as questões relacionadas com a ilha.

Ao mesmo tempo, referiu a “preocupação” dos Estados Unidos com o “genocídio e os crimes contra a Humanidade em curso”, referindo-se aos muçulmanos Uigur, na província de Xinjiang, e também sobre a “deterioração dos padrões democráticos em Hong Kong”.

Esta foi a primeira conversa entre os dois dirigentes desde o encontro extremamente tenso em Março em Anchorage, no Alasca, durante o qual as duas grandes potências “rivais” exibiram as suas diferenças perante as câmaras de todo o mundo, dando a impressão de uma falha impossível de colmatar.

Neste momento, Blinken acompanha Joe Biden no Reino Unido, na cúpula do G7 que reúne as potências aliadas de Washington.

AFP

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