Angola reafirma apoio político e diplomático para estabilidade do Chade

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O chefe da diplomacia angolana reafirmou hoje o apoio de Angola para estabilidade do Chade, país que enfrenta um conflito militar, que provocou já a morte do Presidente, Idriss Déby, em abril passado.

O Guardião

Téte António falava hoje à imprensa no final do encontro entre o Presidente de Angola, João Lourenço, e o presidente do Conselho Militar de Transição da República do Chade, Mahamat Idriss Déby, hoje realizado em Luanda.

Segundo Téte António, o Chade é uma barreira para a região da África central e a sua instabilidade seria ponto de partida para uma desestabilização para região austral.

“Pelo que temos exprimido o nosso apoio no sentido da estabilidade do Chade”, disse o ministro das Relações Exteriores de Angola.

Relativamente às questões de paz, o governante angolano frisou que existe também preocupação com o desenrolar dos eventos na Líbia, que desde há muitos anos tem sido a fonte de desestabilização no Sahel.

“E claro que o ataque que aconteceu contra o Chade e que, infelizmente, levou ao passamento físico do marechal Idriss Déby foi um elemento indicador das ameaças das forças mercenárias que estão neste momento localizadas na Líbia”, indicou.

O ministro disse que Angola defende que haja uma gestão da saída desses mercenários da Líbia e que as Nações Unidas e as organizações internacionais joguem o seu papel no sentido de os mesmos “não saiam da Líbia com as suas armas”.

“Que seja um regresso aos seus países de forma ordenada e desarmados, porque nós vimos já as consequências que teve no Mali. Hoje temos o Mali também desestabilizado, tudo isso é consequência do que aconteceu na Líbia, portanto, a Líbia deve preocupar todo o africano”, disse.

Questionado se Angola poderá avançar para um apoio militar, Téte António disse que não, porque o Chade em termos militares tem capacidade para se defender, sublinhando que foi este país que ajudou a estancar a situação no Mali.

“É preciso observar que o Chade é um dos melhores contribuintes de troca de contingentes no continente, portanto, o problema para o Chade não se coloca aí, o Chade tem capacidade para se defender em termos de capacidade militar”, adiantou, reiterando que o Chade é que tem sido a barreira naquela região em termos de capacidade de defesa.

O chefe da diplomacia angolana advogou a necessidade de se apoiar política e diplomaticamente o Chade, “por exemplo da ONU, União Africana”, para todos juntos fazerem com que a situação dos mercenários estacionados atualmente na Líbia seja gerida de forma a não impactar na estabilidade da região, “sobretudo nisto que é preciso ver o apoio ao Chade”.

O Chade tem sido também um grande parceiro na resolução das questões regionais, indicou o chefe da diplomacia angolana, apontando como um dos exemplos a sua participação na cimeira de Luanda dos Grandes Lagos sobre a República Centro Africana, que contou com a presença do malogrado Presidente Idriss Déby.

“Neste dossier, o Chade foi um grande parceiro nosso e vai continuar a ser e pensamos que a cooperação com o Chade, além de ser uma cooperação bilateral frutuosa, também no âmbito multilateral, é uma cooperação com a qual nós temos estado a contar e esta vinda da delegação chadiana constitui um alto indicador desta relação que existe entre os dois países”, realçou.

De acordo com Téte António, o momento mais alto da visita foi o encontro entre os dois chefes de Estado, e a reunião ministerial, na qual se abordou em detalhe a cooperação bilateral entre os dois países.

No que se refere à cooperação bilateral, o ministro disse que em 2014 foi assinado o acordo geral de cooperação, e foi também assinado um memorando de entendimento sobre a realização da comissão mista, para a qual devem ser dados os passos concretos para a sua concretização.

“Já tem acontecido elementos bastantes importantes na cooperação entre a República de Angola e o Chade, que é uma cooperação exemplar, nos domínios da pecuária, que nós sabemos o Chade está a cooperar com Angola no sentido de participar no repovoamento da população bovina em Angola. Por esta razão, na nossa delegação tivemos o ministro da Agricultura, a ministra das Finanças e fora dessas áreas, também definimos outras áreas de cooperação que possam interessar os dois países”, avançou.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores, Integração Africana e dos Chadianos no Estrangeiro, Mahamat Zene, classificou como excelentes as relações de cooperação entre os dois países, que poder ser melhorada.

“Estamos engajados no esforço para que a cooperação seja benéfica para as duas partes. O domínio que nós abordamos esta manhã foram o da pecuária, agricultura, infraestruturas, telecomunicações e energia, que fazem parte da nossa cooperação bilateral e estamos a tentar propor a comissão mista Chade/Angola e procurar outros domínios que podemos cooperar”, salientou.

Relativamente às questões regionais, o governante chadiano disse que foi abordado o assunto sobre a morte trágica do Presidente do Chade, Idriss Déby, que tombou em combate, situação que levou o país ao caos.

“A morte trágica do Presidente do Chade levou o país ao caos, devido à ameaça sobre a capital, porque as milícias estiveram até 300 quilómetros da nossa capital”, frisou Mahamat Zene, acrescentando que “os militares não tiveram outra solução se não tomar o poder para não deixar o país no caos”.

O conselho militar de transição foi necessário para que se colocasse ordem no país, disse Mahamat Zene, sublinhado que houve uma consulta com todas as forças vivas da nação, foi nomeado um primeiro-ministro em consenso e um governo de transição, estando o país a se preparar para organizar novas eleições dentro de 18 meses.

“Nós viemos aqui apresentar a situação à parte angolana para nos poderem ajudar e também faremos parte da reunião que vai se realizar em Brazzaville, República do Congo, e contamos com o apoio da Comunidade Económica de Estados da África Central, disse.

Lusa

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