Líderes da África Ocidental debatem situação do Mali

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Vários líderes da África Ocidental reuniram-se neste domingo (30) no Gana para analisar uma resposta ao segundo golpe de Estado no Mali em nove meses, durante um encontro de cúpula regional extraordinário.

Entre os presentes estavam os presidentes da Costa do Marfim, Alssane Outtara; da Nigéria, Muhammadu Buhari; e de Burkina Faso, Marc Christian Kabore, assim como o coronel Assimi Goita, que é oficialmente o presidente do Mali, que chegou no sábado em Acra para consultas preliminares.

Os chefes de Estado, as delegações da Comunidade de Estados da África Ocidental (CEDEAO) e Goodluck Jonathan, ex-presidente nigeriano e mediador da crise, se reuniram para discussões dedicadas exclusivamente ao Mali.

Durante o discurso de abertura, o atual presidente da CEDEAO, o ganês Nana Akufo-Addo, afirmou que convocou a reunião “diante da gravidade dos fatos” e reiterou o “compromisso em apoiar a transição pacífica no Mali e restaurar um governo democrático para garantir a estabilidade do país e da região”.

O Tribunal Constitucional do Mali declarou na sexta-feira o coronel Goita como presidente de transição do país, oficializando assim o golpe de Estado da segunda-feira passada neste país crucial para a estabilidade da região do Sahel ante a propagação extremista.

Mas a situação já era um fato consumado desde o golpe de Estado de agosto de 2020, quando Goita e um grupo de coronéis derrubaram o presidente Ibrahim Boubacar Keita após meses de protestos nas ruas. A junta militar, sob pressão internacional, teve que aceitar a nomeação de um presidente civil e de um primeiro-ministro. O grupo se comprometeu a convocar eleições e devolver o poder aos civis após uma transição de 18 meses.

A junta, no entanto, criou uma vice-presidência sob medida para Goita e os coronéis nomearam pessoas da sua confiança em postos chave.

Na segunda-feira, o ex-comandante de batalhão das forças especiais ordenou a detenção do presidente e do primeiro-ministro, fiadores civis da transição. No primeiro momento foi mencionada uma destituição autoritária, mas a versão oficial apresentada mais tarde falava de renúncia.

Isto provoca dúvidas sobre a transição civil e a celebração de eleições em 2022. A junta garante que respeitará a agenda, mas nada é definitivo.

O Tribunal Constitucional afirma que o coronel Goita presidirá a transição até o fim do processo.

O presidente francês, Emmanuel Macron, advertiu numa entrevista ao ‘Journal du dimanche’ que Paris “não ficará ao lado de um país onde não existe mais legitimidade democrática nem transição”.

A CEDEAO redigiu em conjunto com a União Africana, a missão da ONU no Mali (Minusma), França, Estados Unidos e outros países uma declaração em que rejeita “de antemão qualquer ato imposto por coação, incluindo renúncias forçadas”.

Uma missão da CEDEAO enviada ao Mali esta semana mencionou a possibilidade de sanções. França e Estados Unidos também ameaçam adotar medidas similares.

Após o primeiro golpe de Estado, a CEDEAO suspendeu o Mali de todos os seus órgãos de decisão, fechou as fronteiras dos seus Estados membros e suspendeu as operações financeiras e comerciais com o país, com exceção dos produtos básicos.

Mas suspendeu as medidas pouco depois para não punir a população quando a junta parecia atender as suas exigências.

AFP

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