PGR diz ter “quase certeza” sobre origem dos fundos apreendidos com Pedro Lussaty

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O Procurador-geral da República, Hélder Pitta Gróz, adiantou, esta quinta-feira (27), que a instituição que dirige já tem dados sobre a proveniência do dinheiro apreendido na operação “Caranguejo”.

Hélder Pitta Gróz – que se encontra em Saurimo, Lunda Sul, onde presidiu a 1ª reunião anual de balanço das atividades desenvolvidas pela PGR nas províncias da Lunda Sul, Lunda Norte e Moxico – garantiu que “a PGR tem quase a certeza que os valores foram retirados através do Orçamento Geral do Estado (OGE)”,

Na segunda-feira, a justiça anunciou a apreensão de vários milhões de dólares, euros e kwanzas no âmbito de um processo de investigação a oficiais das Forças Armadas, suspeitos dos crimes de peculato, retenção de moeda, associação criminosa e outros.

Entre estes encontra-se o chefe das finanças da banda musical da Presidência da República, major Pedro Lussaty, detido na semana passada quando transportava duas malas carregadas com 10 milhões de dólares (o equivalente a 8,1 milhões de euros) e 4 milhões de euros.

O caso, conhecido como “Operação Caranguejo”, fez soar o alarme nas instituições financeiras já que foram apreendidos volumes de notas com selos do BNA, entidade responsável pela emissão de notas e moedas de kwanzas no país e que controla a moeda em circulação.

Na quarta-feira, o Banco Nacional de Angola (BNA) anunciou a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias em que o dinheiro levantado por um banco comercial foi encontrado na posse de oficiais da Casa de Segurança da Presidência da República.

No mesmo dia, foram exonerados seis oficiais generais da Presidência, entre os quais está o “tenente-general Ernesto Guerra Pires, do cargo de consultor do ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, e o tenente-general Angelino Domingos Vieira, do cargo de secretário para o Pessoal e Quadros da Casa de Segurança do Presidente da República”.

Além destes dois, também o tenente-general José Manuel Filipe Fernandes, secretário-geral da Casa de Segurança do Presidente da República, e o tenente-general João Francisco Cristóvão, diretor de gabinete do ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, foram afastados dos cargos, de acordo com uma nota oficial, que não avançou explicações para o afastamento dos oficiais.

O tenente-general Paulo Maria Bravo da Costa, que era secretário para Logística e Infraestruturas da Casa de Segurança do Presidente da República, e o brigadeiro José Barroso Nicolau, antigo assistente principal da Secretaria para os Assuntos dos Órgãos de Inteligência e Segurança de Estado da Casa de Segurança do Presidente da República, foram também exonerados.

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