Alemanha classifica a Grã-Bretanha como zona de mutação das variantes

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A Alemanha classificou a Grã-Bretanha, com efeito a partir de domingo, como zona de mutação das variantes do novo coronavírus, devido à propagação em território britânico da variante indiana, revelou hoje o instituto de vigilância sanitária Robert Koch.

A classificação terá como consequência uma limitação considerável das viagens da Grã-Bretanha para a Alemanha. Todos os viajantes provenientes deste território serão sujeitos a um período de quarentena de duas semanas, que não pode ser encurtado, mesmo que o teste seja negativo.

Esta recomendação do Instituto Robert Koch será automaticamente seguida pelo governo alemão.

O Reino Unido é o primeiro país europeu tornar-se uma zona onde o vírus e as suas variantes estão novamente a circular. Apenas 11 países na Ásia, África e América Latina pertencem atualmente a esta categoria de alto risco, de acordo com a Alemanha.

A variante indiana do vírus B.1.617.2 é considerada particularmente contagiosa e tem sido uma das principais razões para o surto de infeções na Índia nos últimos meses.

Segundo o secretário de Saúde britânico, Matt Hancock, 2.967 casos ligados à variante mais contagiosa B1.617.2 foram até agora identificados no Reino Unido, incluindo no noroeste de Inglaterra e Londres, tendo aumentado cerca de 30% desde segunda-feira.

O governo é acusado de ter sido lento a impor restrições às viagens da Índia, em abril, apesar de a situação sanitária britânica ter melhorado após um longo e rigoroso confinamento no inverno e uma campanha maciça de vacinação.

O ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, expressou esta manhã preocupação em relação à Grã-Bretanha, dizendo que era necessário “impedir que a variante” se espalhasse para a Alemanha, mesmo antes da nova classificação.

A Alemanha, que optou por uma política muito preventiva na luta contra o vírus, regista 3.635.162 de casos de covid-19 e 87.128 mortes, de acordo com o Instituto Robert Koch.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.432.711 mortos no mundo, resultantes de mais de 165 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Lusa

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