Morreram 140 pessoas em Gaza desde o início dos confrontos

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Pelo menos 140 palestinianos, incluindo 40 crianças, morreram na Faixa de Gaza na atual escalada de violência com Israel, que começou na passada segunda-feira, de acordo com o Ministério da Saúde do território.

Segundo a agência Efe, cerca de mil pessoas ficaram feridas desde que as milícias palestinianas começaram o lançamento de ‘rockets’ para Israel, que respondeu com grandes ataques contra o enclave sob bloqueio.

Dos dois lados, as autoridades contabilizaram 149 mortos, dos quais 140 em território palestiniano e nove em Israel, entre os quais um adolescente e uma criança.

No total, desde o início dos confrontos, foram disparados cerca de 2.300 ‘rockets’ por parte das milícias da Faixa de Gaza, lideradas pelo Hamas, de acordo com o exército israelita.

De todos os lançamentos, 380 foram falhados e caíram dentro da Faixa de Gaza, enclave costeiro palestiniano, e cerca de mil foram intercetados pelo sistema antimísseis israelita, conhecido como ‘Cúpula de Ferro’.

Hoje, de acordo com a Efe, as sirenes antiaéreas continuam a soar nas comunidades israelitas próximas a Gaza, como Ashkelon ou Beersheva.

O exército israelita diz atacar apenas alvos pertencentes às milícias do Hamas e da Jihad Islâmica e os seus membros, e estima ter matado cerca de 30 milicianos, entre os quais altos comandos.

Uma grande ofensiva por terra e por ar, na madrugada de sexta-feira, foi dirigida a uma rede de túneis subterrâneos onde estariam escondidos vários dirigentes, e estima-se que vários deles tenham morrido, aguardando-se pela confirmação das identidades.

Os bombardeamentos israelitas destruíram, nas últimas horas, instalações dos serviços de informações pertencentes ao Hamas, bem como armazéns de ‘rockets’, de acordo com o exército israelita.

O enviado dos Estados Unidos para a região, Hady Amr, está hoje em Israel para tentar mediar a situação e chegar a um cessar-fogo.

Os combates começaram em 10 de maio, após semanas de tensão entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

Ao lançamento maciço de foguetes por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza.

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de maio de 1948.

Lusa

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