ONU revê em baixa crescimento de África para 3,6% este ano

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

A Comissão Económica das Nações Unidas reviu hoje em baixa a previsão de crescimento das economias africanas, antecipando agora uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,6%, menos duas décimas que em janeiro.

De acordo com a atualização do relatório sobre a Situação Económica Mundial e Perspetivas, hoje divulgado em Nova Iorque, os analistas da Organização das Nações Unidas (ONU) colocam o crescimento em 3,6% este ano e 3,7% em 2022, alertando que “a pandemia de covid-19 infligiu um duro golpe nas perspetivas do desenvolvimento sustentável em África, exacerbando o desemprego, a pobreza e a desigualdade”.

O relatório, na parte que respeita a África, afirma que o rendimento per capita, ou seja, o rendimento por pessoa tendo em conta o crescimento económico do país, só deverá regressar aos níveis anteriores à pandemia em 2024 e aponta que o fortalecimento das perspetivas globais, o aumento das exportações e a subida do preço das matérias-primas são fundamentais para sustentar a recuperação das economias.

A África do Sul, com 2,8% de crescimento este ano, a Nigéria, com 1,8%, e o Egito, com 1,8%, são alguns exemplos da dificuldade que as maiores economias da região estão a enfrentar para recuperar dos efeitos da pandemia.

“A perspetiva para África é ensombrada por grandes riscos descendentes”, notam os analistas, exemplificando que “o progresso nas vacinas é, de longe, o mais lento no mundo, com apenas 1,2 doses administradas por cada 100 habitantes”, o que significa que, por causa do ritmo lento e das novas variantes do vírus, “as novas ondas de infeção podem desencadear novos confinamentos e limitar a recuperação esperada no curto prazo”.

Sobre as finanças públicas, a ONU destaca a importância de aumentar a ajuda internacional num contexto de dívida elevada e redução das receitas, e lembra que há 17 economias em ‘debt distress’, ou seja, com uma dívida considerada insustentável tendo em conta o crescimento económico.

“A extensão da moratória [sobre o pagamento da dívida] até dezembro, ao abrigo da Iniciativa para a Suspensão do Serviço da Dívida está a dar algum apoio, mas é preciso mais alívio da dívida e mais financiamento concessional”, concluem os analistas.

África registou mais 355 óbitos associados à covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total para 124.789 desde o início da pandemia, e mais 8.426 novas infeções, novamente superadas pelo número de recuperados, segundo os dados oficiais.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de infetados nos 55 Estados-membros da organização é de 4.643.529 e o de recuperados da doença nas últimas 24 horas é de 10.202, para um total de 4.200.916 desde o início da pandemia.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito, em 14 de fevereiro de 2020, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.306.037 mortos no mundo, resultantes de mais de 158,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Lusa

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.