Fraco estado das contas públicas em África dificulta recuperação – Fitch

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A agência de ‘rating’ Fitch considerou hoje que o fraco estado das finanças públicas dos países africanos está a atrasar a recuperação da África subsaariana, vincando que o lento processo de vacinação mantém os riscos elevados.

“O Produto Interno Bruto (PIB) médios dos países analisados pela Fitch Ratings caiu 2,6% em 2020, um declínio mais moderado do que em qualquer outra região; a recuperação vai trazer o crescimento médio para 4,3% este ano e 5% em 2022, o que é relativamente modesto tendo em conta o impulso face ao valor do ano passado”, escrevem os analistas numa nota sobre a África subsaariana.

No relatório, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os analistas desta agência de notação financeira detida pelos mesmos donos da consultora Fitch Solutions escrevem que “o crescimento é limitado pelo fraco estado das finanças públicas da região, com a dívida pública média a subir de 56% do PIB em 2019, para 68% em 2020, devendo aumentar para 75% no próximo ano”.

Para estes analistas, a recuperação económica está também constrangida pelos efeitos da pandemia de covid-19: “muitos países da África subsaariana vão atingir a ‘imunidade de grupo’ só no final de 2022, nunca antes, o que aumenta o risco de novas e potencialmente ondas de infeção mais severas, apesar de o impacto ser amortecido pelas medidas de contenção mais direcionadas”.

Sobre as finanças públicas, a Fitch Ratings escreve que as condições financeiras globais “têm sido muito positivas e têm mitigado o choque da pandemia”, mas alerta que estas condições deverão dar menos apoio doravante, “o que pode levar a uma maior volatilidade e assim complicar o acesso ao mercado por parte destes países”.

Desde abril do ano passado, a Fitch Ratings desceu a opinião sobre a qualidade do crédito em 12 países, “parcialmente desencadeados pela pandemia”, havendo ainda outros cinco países que estão com uma Perspetiva de Evolução negativa, ao passo que já reviu em alta a possível evolução dos Camarões e da Nigéria, de Negativa para Estável, e antevê uma evolução positiva no Benim e na Costa do Marfim.

África registou mais 355 óbitos associados à covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total para 124.789 desde o início da pandemia, e mais 8.426 novas infeções, novamente superadas pelo número de recuperados, segundo os dados oficiais.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de infetados nos 55 Estados-membros da organização é de 4.643.529 e o de recuperados da doença nas últimas 24 horas é de 10.202, para um total de 4.200.916 desde o início da pandemia.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito, em 14 de fevereiro de 2020, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.306.037 mortos no mundo, resultantes de mais de 158,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Lusa

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